No dia 10 de janeiro, foi lançada a plataforma Centro de Memória de Artistas LGBT+ no interior de São Paulo, que reúne registros de obras, trajetórias e informações curatoriais de artistas e coletivos do interior paulista. A iniciativa estreia com acervos de 30 participantes e contempla cidades das regiões de Campinas e Piracicaba.

O projeto integra o programa MAIS – Memória, Arte, Identidade e Sustentabilidade, idealizado por Rafa Cavalheri, artista formado pela Unicamp. A plataforma funciona como um catálogo digital, organizado segundo critérios de catalogação utilizados por museus, e está disponível ao público em ambiente virtual.
Além do material já publicado, outros 136 artistas e coletivos inscritos serão incorporados ao acervo de forma gradual. A proposta é manter o conteúdo em atualização contínua, ampliando o mapeamento de produções artísticas do interior do estado.
“São tantas camadas. Mas a primeira é a representatividade, porque falamos da existência de pessoas LGBT no mundo das artes mas falta documentação sobre isso, o que é importante para quando estudamos ou buscamos uma referência. Além da reparação histórica. Estamos falando de uma comunidade que sofre violência desde sempre”, afirma Cavalheri em matéria do G1.
Surgimento e desenvolvimento do Centro de Memória
O Centro de Memória surgiu a partir de pesquisas acadêmicas e da atuação de Cavalheri como curador. O desenvolvimento do projeto foi viabilizado por recursos de um edital do ProAC, que permitiram a estruturação da equipe e a formalização do centro dedicado à preservação dessas produções.
“Esse projeto comprova, de forma empírica, a imensidão artística do nosso interior, e que precisamos pensar sobre essas produções, criar espaços para apresentar nossos trabalhos, independente do assunto ou gênero. Trocar com nosso interior que é tão rico, cheio de histórias, tradições e inovações”, conta.

O catálogo reúne informações como local de nascimento, cidades de atuação, referências estéticas, obras, técnicas, trajetórias e exposições realizadas. O sistema organiza os dados por seções, permitindo a navegação por diferentes aspectos da produção artística. “Esse mapeamento identifica o porquê dessa trajetória, a complexidade dessas pessoas, e por fim, as principais exposições que a pessoa participou”, diz.
Na fase inicial, o mapeamento inclui artistas de Campinas, Piracicaba, Limeira, Monte Mor, Iracemápolis e Espírito Santo do Pinhal, além de participantes de outras cidades do interior paulista, como Ribeirão Preto, Sorocaba, Jundiaí, Barretos, Lins, Votorantim e Ilhabela.
A proposta do Centro de Memória é funcionar como um acervo vivo digital em constante atualização, reunindo registros e informações sobre a produção artística LGBT+ fora da capital e ampliando o acesso a esses conteúdos.
“A gente está descobrindo uma estética interiorana, de questões do interior, da vivência do interior, que só quem vive no interior percebe. Antigamente a gente tinha essa visão de que o acervo era um lugar de depósito, de documento. Hoje em dia, a gente enxerga a potência que isso é”, completa Cavalheri.

Conheça mais sobre o acervo clicando aqui.
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