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O espetáculo “Crepúsculo das Máscaras”, que mistura tragédia e comédia, ganhou nova temporada no Terraço do Parque das Ruínas, em Santa Teresa, Rio de Janeiro. A peça, que reestreou no último domingo (1) e é ambientada em um cemitério, aborda vivências LGBTQIA+ relacionadas ao processo de autodescoberta e aceitação. As apresentações seguem até 22 de dezembro, sempre aos sábados e domingos, às 19h. A entrada é gratuita.

Narrativa construída com histórias reais

Idealizado, escrito e protagonizado por Marlon Vares, o espetáculo é fruto de entrevistas e depoimentos coletados ao longo de quatro anos. O autor relata que a ideia surgiu de conversas informais com amigos LGBTQIA+, que compartilharam suas experiências ao se declararem. “Percebi que havia muitos pontos em comum nessas histórias, mesmo sendo pessoas de lugares e contextos diferentes. Essas dores e emoções similares me inspiraram a criar a peça”, conta.

Ambientada em cemitério, peça 'Crepúsculo das Máscaras’ reflete autoaceitação LGBT
Ambientada em cemitério, peça ‘Crepúsculo das Máscaras’ reflete autoaceitação LGBT (Foto: divulgação/Renato Mangolin)

Uma das características marcantes da peça é a interação com o público. Em três momentos ao longo da apresentação, a plateia escolhe entre duas opções de narrativas, determinando o rumo da história. Isso garante que cada apresentação seja única, incentivando os espectadores a retornarem para assistir às histórias não exploradas. “Na primeira temporada, no Teatro Gonzaguinha, muitos comentaram que queriam voltar para assistir às outras cenas que não conseguiram ver. Foi gratificante ver o entusiasmo do público”, ressalta o autor.

Símbolos de transição e autodescoberta

Segundo informações da assessoria de imprensa, o título “Crepúsculo das Máscaras” representa a transição entre se esconder e se revelar para o mundo. Na história, o protagonista usa máscaras para entrar nas histórias de pessoas que passaram por processos de aceitação: “Quando o personagem veste uma máscara, ele adentra a história da pessoa que a usou no momento exato em que se assumiu, seja para alguém ou para si mesmo”.

Ambientada em cemitério, peça 'Crepúsculo das Máscaras’ reflete autoaceitação LGBT
Ambientada em cemitério, peça ‘Crepúsculo das Máscaras’ reflete autoaceitação LGBT (Foto: divulgação/Renato Mangolin)

O enredo segue um jovem que encontra paz nos cemitérios, onde pode ser ele mesmo sem ser julgado. As covas simbolizam histórias enterradas de “mortes sociais“, enquanto as máscaras representam as diferentes identidades que surgem dessas experiências.

Apesar de abordar questões como preconceito e autodescoberta, o espetáculo traz um tom lúdico e cômico. O protagonista utiliza humor e ingenuidade para passar por temas difíceis.

Serviço

Local: Terraço do Parque das Ruínas
Endereço: R. Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa, Rio de Janeiro – RJ,
Datas: 1, 7, 8, 14, 21 e 22 de dezembro
Horário: Sempre às 19h
Ingressos: Gratuito
Duração: 60min
Classificação: 14 anos

Ficha técnica

Idealização: Marlon Vares
Dramaturgia: Aline Santos e Marlon Vares
Elenco: Marlon Vares e Pérola Acioly
Direção coletiva
Direção de Movimento: Daniel Cintra
Cenografia: Cachalote Mattos
Figurino e Caracterização: Carla Costa
Assistente de Figurino e Caracterização: Thiago Manzotti
Mascareiro: Rodrigo Sàngódáre
Iluminação: Cris Ferreira
Diretor Musical e Musicista: Rel Rocha
Direção de Produção: Ítalo Leal
Produção Executiva: Aline Santos
Assessoria de Imprensa: Monteiro Assessoria

Ambientada em cemitério, peça ‘Crepúsculo das Máscaras’ reflete autoaceitação LGBT




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