Na quarta-feira, 4 de setembro, estreia o espetáculo “Crepúsculo das Máscaras“, no Teatro Gonzaguinha, no Rio de Janeiro, e oferece uma abordagem tragicômica sobre a vida e vivências das pessoas LGBTQIA+ ao se declararem. As sessões acontecerão entre 4 e 14 de setembro, sempre às 19h, com ingressos variando entre R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira), disponíveis para compra no site RIO Cultura.
Ambientada em cemitério, peça ‘Crepúsculo das Máscaras’ reflete autoaceitação LGBT (Foto: divulgação/Renato Mangolin)
Histórias nas covas
Inspirado nas histórias pessoais e coletadas através de uma longa pesquisa, o espetáculo mistura realidade e ficção, centrando-se num jovem que cria narrativas enquanto explora um cemitério. O protagonista da peça, vivido por Marlon Vares, gosta de visitar cemitérios pois, segundo a produção, lá ele encontra paz e liberdade.
“No cemitério, ele se sente livre para expressar sua verdadeira essência, sem medo de ser julgado por seus gestos ou maneira de falar, onde ele pode explorar suas emoções e identidade sem restrições. As covas então se tornam um terreno fértil para sua imaginação, onde ele cria histórias e desenterra as narrativas das ‘mortes sociais’, que na peça são representadas por máscaras“, explicou Vares
Idealizado e protagonizado por Marlon Vares, com texto também de sua autoria e direção de Leah, o espetáculo inclui no elenco Pérola Accioly. A produção, aprovada pela Lei Paulo Gustavo de Teatro, oferece um formato interativo onde o público tem o poder de escolher os caminhos que a narrativa seguirá, tornando cada apresentação única.
O título da peça, “Crepúsculo das Máscaras“, é uma metáfora para o momento de transição da ocultação para a “revelação da identidade” de uma pessoa LGBTQIA+. “Quando o personagem veste uma máscara, ele adentra a história da pessoa que a usou no momento exato em que se assumiu, seja para alguém ou para si mesmo”, conta o idealizador.
O enredo se desenrola através de uma série de “mortes sociais” simbólicas que os personagens experienciam ao se declararem publicamente, representadas por máscaras que são literalmente e figurativamente deixadas para trás. O espetáculo, que tem duração prevista de 60 minutos, é recomendado para maiores de 14 anos.
Ambientada em cemitério, peça ‘Crepúsculo das Máscaras’ reflete autoaceitação LGBT (Foto: divulgação/Renato Mangolin)
‘Crepúsculo das Máscaras’ surgiu a partir de conversas com amigos
Marlon Vares explica que o projeto nasceu de conversas com amigos LGBTQIA+ sobre suas experiências pessoais, ampliadas por um formulário on-line anônimo que coletou mais dados ao longo de quatro anos. “Percebi que havia muitos pontos em comum nessas histórias, mesmo sendo pessoas de lugares e contextos diferentes. Essas dores e emoções similares me inspiraram a criar a peça“, conta.
A peça pretende tocar em temas delicados com leveza, utilizando o humor como uma ferramenta para lidar com situações difíceis, tornando a tragicomédia acessível e profunda. “Mesmo abordando temas densos, ele usa o humor e a brincadeira para fugir dos assuntos sérios, tornando a peça leve e reflexiva ao mesmo tempo“, explica o autor.
Ficha técnica – ‘Crepúsculo das Máscaras’
Idealização: Marlon Vares Dramaturgia: Aline Santos e Marlon Vares Elenco: Marlon Vares e Pérola Acioly Direção: Leah Cunha Direção de Movimento: Daniel Cintra Cenografia: Cachalote Mattos Figurino e Caracterização: Carla Costa Assistente de Figurino e Caracterização: Thiago Manzotti Mascareiro: Rodrigo Sàngódáre Iluminação: Cris Ferreira Diretor Musical e Musicista: Rel Rocha Direção de Produção: Ítalo Leal Produção Executiva: Aline Santos
Serviço
Local: Teatro Gonzaguinha Endereço: R. Benedito Hipólito, 125 – Centro, Rio de Janeiro Datas e horário: 4, 5, 6, 7, 12, 13 e 14 de Setembro, sempre às 19h. Ingressos: R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira) Link para adquirir ingresso: RIO Cultura Duração: 60 min Classificação: 14 anos