A Rama Kriya Produções anunciou para abril a estreia de “Romeu e Romeu – Por Essa nem Shakespeare Esperava”, espetáculo inspirado no clássico “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare. A montagem, com apoio cultural do GAY BLOG BR, entra em cartaz a partir de 14 de abril de 2026 (terça-feira), no Teatro Itália, na região central de São Paulo, com temporada prevista até 24 de junho de 2026 (quarta-feira), sempre às terças e quartas-feiras, às 20h.

Com texto de Ronaldo Ciambroni e direção de Rogério Fabiano, a peça desloca a referência shakespeariana para a rotina de um casal gay, Romeu, interpretado por Guilherme Chelucci, e Zinho, vivido por Pedro Pilar. A proposta dramatúrgica coloca em cena conflitos domésticos, ciúmes e a pressão do preconceito, além das tensões familiares que atravessam a relação. O elenco reúne ainda Márcio Louzada e Pedro Amaral. A direção de movimentos e os figurinos são assinados por Ciro Barcelos, com trilha sonora de Eduardo Menga e produção de Lucienne Cunha.
Ao comentar a relevância do texto, Chelucci ressalta o contexto em que a obra foi escrita e a permanência do tema: “O texto destaca a relação de dois homens apaixonados, um pelo outro, porém suas famílias não aceitam essa relação. A peça foi escrita nos anos 1980 e, na época, não era habitual ver um casal homoafetivo e, graças a Deus, isso é bem diferente hoje em dia, porém mesmo sendo um texto escrito há anos atrás ele é bem atual em diversos momentos.” Sobre o personagem, acrescenta: “Meu personagem é forte, bastante denso, com muitas camadas.”

Pedro Pilar, que interpreta Zinho, aponta a dimensão histórica do texto e o efeito da nova encenação: “Entende-se a importância deste texto ter sido feito na época que foi escrito, considerando-se todos os preconceitos daquele momento.” Em seguida, completa: “Agora, com essa nova proposta, completamente subvertida e experimental, eu acredito que esse texto se transforma completamente. Sinto ele muito mais denso, perturbado. Estou ansioso para ver a reação do público.”

Na montagem, Pedro Amaral afirma atuar como um elemento adicional da dramaturgia, ligado ao universo do casal: “Faço parte do alter ego do Romeuzinho, que além de ser legal é algo novo para a montagem. É algo desafiador, pois trabalha-se muito com o corpo, a voz e as performances. Como o texto não é montado há anos, estamos fazendo uma repaginação da peça, o público pode se surpreender bastante, então estou confiante para a estreia.”

Márcio Louzada, escalado para seis personagens, comenta o alcance do enredo: “‘Romeu Romeu’ me encanta pela forma como transforma uma história íntima em algo universal. O texto revela duas pessoas que escolhem permanecer juntas apesar das próprias imperfeições, e isso cria um retrato do amor que é vivo, cotidiano e profundamente humano.”

Para o diretor Rogério Fabiano, o interesse do espetáculo está no reconhecimento do público nos conflitos e no modo como a encenação articula emoção e humor: “Trata-se de um amor proibido recheado de emoção e humor. Minha concepção traz a realidade da cena para uma luta, com um visual bem moderno e de grande impacto visual. Uma cena vibrante e muito movimentada, sem deixar o que temos, ali, de mais forte: o amor.”
Já a produtora Lucienne Cunha define o recorte desta temporada: O texto escrito originalmente na década de 1980, certamente, envolverá o público em geral ao afastar qualquer tipo de preconceito. Vamos apresentar uma montagem do espetáculo mostrando um recorte contemporâneo, mas o amor estará acima de tudo e de todos.”
Ciro Barcelos, responsável também pela direção de movimentos e figurinos, comenta o foco do enredo: “O espetáculo Romeu e Romeu promete um acalento gostoso na alma de quem acredita nas relação a longo prazo. Em tempos de ‘relações líquidas’, nos deparamos nessa história com um casal em uma relação bem estabelecida, driblando com humor questões que, em outros tempos, tornaram essa relação impossível.”

Quem é quem em “Romeu e Romeu”
Ronaldo Ciambroni (texto)
Nascido em São Paulo, em 16 de setembro de 1948, Ronaldo Ciambroni atua como ator, diretor e dramaturgo. Segundo o material de divulgação, é o dramaturgo com mais prêmios no cenário artístico e o autor brasileiro com maior número de peças dedicadas à temática transgênera. Iniciou a carreira em 1969, com trabalhos em teatro infantil. Assina mais de 50 textos para teatro, com mais de 15 premiados no Brasil e no exterior, em produções para público infantil e adulto. No fim dos anos 1990, foi apontado pela crítica como destaque em adaptações de Monteiro Lobato, com “O Terror dos Mares”. Entre os textos citados no release está “Donana”, que chegou a comemorar três décadas em cartaz. Na televisão, escreveu para emissoras como Globo, Manchete, Record e SBT, além de novelas e minisséries como “Canoa do Bagre”, “Olho da Terra”, “Direito de Vencer” e “Antônio Alves Taxista”. Em 1978, escreveu com Gibson Ferreira a novela “Zulmira”, para a TV Gazeta, que não foi ao ar por decisão da Censura Federal, após a exibição de um vaso sanitário em cena, conforme relata o material enviado.
Ciro Barcelos (direção de movimentos e figurinos)
Ator, coreógrafo, diretor e figurinista, Ciro Barcelos tem trajetória descrita no release como superior a cinco décadas. Entre trabalhos citados no teatro estão “Dzi Croquettes”, “Canibais Eróticos”, “Francisco de Assis, Santo Antônio do Brasil”, “Circumano e Prazer” e “Hamlet”. Na televisão, o material menciona coreografias para a abertura do “Fantástico” e para outros programas da TV Globo. Também assinou direção e coreografia de shows de Ney Matogrosso, em “Homem com H”, e de Gal Costa, em “Fantasia”. Na Europa, integrou companhias de Maurice Béjart e Pina Bausch como bailarino, e participou de filmes com Claude Lelouch, Pierre Clémenti e Jacques Demy. O release ainda cita trabalhos em comissões de frente e projetos ligados a escolas de samba como Mangueira, Vila Isabel, Portela e Império Serrano.
Rogério Fabiano (direção)
Ator, diretor, autor e produtor cultural, Rogério Fabiano tem carreira descrita no material como superior a quatro décadas, com atuação contínua em teatro, cinema e televisão, somando mais de uma centena de obras. No teatro, o release aponta participação em direção, produção e adaptação de espetáculos de diferentes gêneros e linguagens. Na televisão, integrou produções em emissoras como TV Globo, Record, Manchete, Cultura e Bandeirantes. O texto de divulgação também destaca sua condução de projetos autorais e a direção e produção de montagens de médio e grande porte, com ênfase em dramaturgia de temática espiritual e humanista, especialmente em trabalhos inspirados na obra de Allan Kardec.
Lucienne Cunha (produção)
Atriz, diretora e produtora, Lucienne Cunha iniciou a carreira artística em 1988, conforme o release. O material descreve uma trajetória em palcos, audiovisual e bastidores, com atuação em diferentes frentes de criação e produção cultural. Entre os espetáculos citados estão “O Advogado de Deus”, “O Amor Venceu”, “É Impossível Morrer”, “Tropicanalha – Uma Comédia Corrupta” e “As Peripécias de um Beija-Flor Apaixonado”. Na montagem “Romeu e Romeu – Por Essa nem Shakespeare Esperava”, ela assina a produção.
Guilherme Chelucci (elenco, Romeu)
Guilherme Chelucci é bacharel em Direito pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e tem formação como ator pela escola Globe-SP. Segundo o material enviado, iniciou sua trajetória artística em 2010 e reúne no currículo cerca de 10 espetáculos, incluindo “Homens no Divã”, que permaneceu em cartaz por mais de 10 anos, e “O Filho da Mãe”, sob direção de Eduardo Martini. O release também cita participação no “Festival Terça Insana”, além de montagens como “Medida por Medida”, de Shakespeare, o drama policial “A Sombra de uma Suspeita” e a comédia romântica “Quem vai ficar com Juca”, em que dividiu o palco com Ellen Rocche. Na televisão, atuou em novelas e séries como “Carrossel”, “Patrulha Salvadora” e “Poliana Moça” (SBT), além de “Apocalipse” (Record) e “Haja Coração” (TV Globo). O release informa ainda que o ator trabalha como mímico e desenvolveu um personagem de clown para eventos corporativos, baseado em expressão corporal.
Márcio Louzada (elenco)
Márcio Louzada atua como ator, cantor, locutor, dublador e apresentador. É graduado em Artes Cênicas pela UNIRIO e, de acordo com o release, participou de dezenas de espetáculos. Entre os títulos citados estão “My Fair Lady”, com direção de Jorge Takla, “Constellation”, sob direção de Jarbas Homem de Mello, “Barulho D’água”, do italiano Marco Martinelli, “Um Dia na Broadway”, “Yentl”, “Escola de Molières”, “Bodas de Sangue”, “Love! Valour! Compassion!”, além de “Tartufo” e “O Doente Imaginário”. No audiovisual, o material menciona participação em “Tocs de Dalila” e informa que ele esteve na série “Quando Ela Desaparecer”, baseada no livro de Victor Bonini, com estreia prevista para 2026 no Globoplay. Carioca e radicado em São Paulo, o release também cita trabalhos recentes como o musical “Quero Vê-la Sorrir”, inspirado na biografia de Sidney Magal, e o show “O Amor”, roteirizado por Gabriel Chalita, ao lado de Claudette Soares. Atualmente, estuda canto lírico na Escola Municipal de Música de São Paulo, ligada à Fundação Theatro Municipal de São Paulo.
Pedro Amaral (elenco)
Segundo o material de divulgação, Pedro Amaral iniciou a trajetória profissional como modelo em Bauru, no interior de São Paulo, e depois se mudou para a capital para investir na carreira artística. Participou de campanhas publicitárias e ampliou a formação com cursos e oficinas, até ingressar em um curso profissional de teatro. O release registra que ele segue em aprendizado contínuo, trabalhando corpo e voz como ferramentas de expressão. No teatro, o texto enviado menciona participação em peças, musicais, curtas e exposições artísticas. O trabalho mais recente citado é a peça “Porta Aberta”, dirigida por Guilherme Zati e escrita por Adriane Hintze, apresentada nos teatros Ruth Escobar e Commune. O material também aponta atuação no curta “Morte à Trois” e colaboração em “Fora de Cena” como preparador de elenco e assistente de direção.
Pedro Pilar (elenco, Zinho)
Pedro Pilar é ator com formação pela Escola de Atores Wolf Maya e aprimoramentos na SP Escola de Teatro, em teatro físico, clown e butô, além de estudos na SP Escola de Dança com foco em teatro musical, conforme o release. Desde a estreia nos palcos, em 2019, o material informa participação em mais de 20 espetáculos. Entre os trabalhos citados estão “Terremotos” (SESI), “Boate Bolero”, “O Futuro da Humanidade”, “Álbum de Família” e “O Preço de Ilusão”. O release também menciona que ele produziu e atuou em “Eu Sou João Gustavo” e dirigiu “A Visão das Plantas”, de Djaimilia Pereira, com produção da Cia Letra Jovem. No audiovisual, constam participações no curta “Apisquía”, no longa “Vermelho Veneno”, na websérie “Inesquecível” e no projeto “MCA – Manifesto das Criaturas Abstratas”.

Serviço
“Romeu e Romeu – Por Essa nem Shakespeare Esperava”
Local: Teatro Itália, Av. Ipiranga, 344, subsolo, São Paulo
Estreia: 14 de abril de 2026 (terça-feira)
Temporada: de 14 de abril a 24 de junho de 2026, terças e quartas-feiras, 20h
Ingressos: R$ 50 (meia-entrada) a R$ 100 (inteira)
Classificação: 18 anos
Duração: 70 minutos
Gênero: drama
Informações e ingressos: NESTE LINK
Ficha técnica
Texto: Ronaldo Ciambroni
Direção: Rogério Fabiano
Direção de movimentos e figurinos: Ciro Barcelos
Trilha sonora: Eduardo Menga
Produção: Rama Kriya Produções
Produção executiva: Lucienne Cunha
Elenco: Guilherme Chelucci, Márcio Louzada, Pedro Amaral, Pedro Pilar
Assessoria de imprensa: Davi Brandão
Apoio Cultural: GAY BLOG BR
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