Em entrevista ao The New York Times, veiculada na última segunda-feira (08), Trey Cunningham, 25 anos, um dos principais atletas de alta barreira do mundo, declarou-se gay e abordou mais sobre a sexualidade. O atleta, que já havia compartilhado sua orientação sexual com amigos e familiares cinco anos atrás, decidiu agora tornar essa parte de sua vida conhecida publicamente.

Durante a conversa, Cunningham revelou que os primeiros telefonemas para contar sua orientação foram extremamente difíceis, descrevendo a experiência como a “coisa mais assustadora” que já fez. Ao The New York Times, o atleta explicou que falar sobre seus objetivos em voz alta é uma técnica de treinamento que sempre usou, pois acredita que “colocar algo em palavras o torna real“.
Cunningham levou um tempo para aceitar e entender
Criado em Winfield, Alabama, uma área conservadora e religiosa, Cunningham levou tempo para aceitar sua orientação sexual. O estadunidense não pensava muito sobre isso no Ensino Médio, mas começou a explorar a ideia durante a faculdade. “Levei um tempo para saber que parecia certo“, conta.
A aceitação foi gradual, tanto para ele quanto para seus pais, que precisaram de tempo para ajustar suas expectativas. “Eles tinham certas expectativas para seu garotinho, para como seria sua vida, e isso é OK. Eu dei a eles um período de carência de cinco anos. Eu tinha que levar meu tempo. Eles poderiam levar o deles também“, lembra.

Apesar dos medos iniciais, a reação de seus amigos e colegas foi positiva. Cunningham relatou que muitos amigos já suspeitavam e que a confirmação não afetou esses relacionamentos. “Eu tive muita sorte de ter um grupo de pessoas que não se importavam“, disse.
Relação no esporte
No atletismo, a resposta também foi de apoio pois, de acordo com ele, esse é um “esporte para desajustados“, onde há espaço para todos os tipos de pessoas. Ele ressaltou que o foco principal no esporte é o desempenho atual, e não aspectos pessoais como a sexualidade. No entanto, o atleta reconhece que ser um dos poucos atletas masculinos a se declarar ainda é algo raro.

Ainda durante a conversa com o jornal, Trey Cunningham também refletiu sobre as implicações práticas de sua decisão, incluindo potenciais riscos ao competir em países onde a homossexualidade é criminalizada. Ele mencionou a necessidade de consultar sua equipe de gerenciamento antes de viajar para locais como o Catar, por exemplo.
Cunningham espera que, no futuro, a cultura esportiva e a sociedade em geral alcancem um ponto no qual “as pessoas não tivessem que ‘sair do armário’” e todos pudessem ser aceitos como são.
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