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O jogador de vôlei Douglas Souza, que ganhou fama durante as Olimpíadas de Tokyo 2020, estampa a edição de setembro da Revista Quem. “Douglas Souza está no lugar mais alto do pódio da Quem: o atleta de 26 anos brilha na capa da semana e prova que não se tornou um fenômeno além das quadras por acaso”, comemora a publicação.

Douglas Souza é capa da Revista Quem
Douglas Souza é capa da Revista Quem – Divulgação

Em entrevista, o atleta falou um pouco sobre sua infância em Santa Barbara D’Oeste (SP), a fama repentina, desempenho do time nas Olimpíadas, ser abertamente gay, BBB e sonhos.

“Como sai de casa com 14 anos de idade, não tinha muito essa vontade de me relacionar com outras pessoas. Já tinha certeza absoluta de que era gay, mas só estava na vibe de treinar e jogar. Não tinha tempo de pensar nessas outras coisas. Quando morei com 14 caras, fui vivendo e comecei a me relacionar. Mas não tinha a necessidade de contar para os meus pais, porque já não morava mais com eles. Também não queria algo forçado, tipo uma reunião de família para dizer que sou gay. Até porque, uma pessoa heterossexual, não precisa fazer isso. Para mim, não fazia muito sentido. Em 2016, quando estava nas Olimpíadas do Rio, minha mãe me mandou uma mensagem falando que a família toda já sabia que eu era gay e todo mundo me amava e me aceitava”, contou.

Douglas Souza é capa da Revista Quem - Divulgação
Douglas Souza é capa da Revista Quem – Iude Richele/Divulgação

Sobre a superexposição no Instagram durantes os jogos, o atleta não hesitou em falar: “A gente sabe que o sucesso incomoda. Isso é fato. Coleguinha revirando o olho sempre vai ter e é normal. Sou gay, se não tiver um coleguinha revirando o olho para mim, esse não é o mundo real. Infelizmente, essa é a nossa realidade. Enquanto a gente está ali fazendo o nosso e se divertindo, vai ter um cara que vai falar: ‘Como assim?’. Mas da diretoria, do nosso CT, da comissão técnica, que é realmente o que importa, ainda não tive nada disso. Foi tudo muito tranquilo e todo mundo sempre me tratou muito bem. Não me falaram nada em relação a esse tipo de exposição. Foi bem legal. Até porque, tudo que fiz nas Olimpíadas, foi três dias antes de começar a competição. Quando começou, dei uma parada. Só postava os resultados dos jogos”.

Douglas Souza é capa da Revista Quem - Divulgação
Douglas Souza é capa da Revista Quem – Iude Richele/Divulgação

Questionado se sofreu algum tipo de preconceito no esporte, sendo o primeiro jogador da Seleção Masculina de Vôlei a revelar ser gay, Douglas afirma que sim: “Já. É impossível uma pessoa homossexual em 2021, qualquer pessoa LGBTQIAP+, não sofrer nenhum tipo de preconceito. Se não sofreu, é porque não percebeu. É igual uma pessoa preta dizer que nunca sofreu racismo no Brasil. Impossível que isso não tenha acontecido. Quando era da categoria de base e estava chegando na Seleção, escutava das pessoas: ‘Olha, você tem que se esconder. Se você chegar na Seleção falando e andando desse jeito, vão te cortar, te mandar embora. Não vão querer saber’. Estou aqui, provei para elas que estavam erradas e está tudo bem. Nunca escondi ou anulei o fato de ser gay. Sempre dei muita pinta mesmo. Só que agora, as pessoas me conheceram por causa das Olimpíadas, e me deu essa visibilidade grande. Mas tudo que me filmaram fazendo no treino, eu já fazia há anos na Seleção. Nada mudou (risos)”.

Leia a entrevista à Revista Quem, na íntegra, através deste link.

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