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O ex-jogador de futebol americano universitário Jake Eldridge afirmou que o estresse de esconder sua sexualidade dentro do esporte afetou diretamente sua saúde e o levou à hospitalização. Aos 21 anos, ele contou que decidiu abandonar a carreira após enfrentar anos de pressão para permanecer no armário enquanto competia na Divisão I do futebol dos Estados Unidos.

Jake Eldridge
Jake Eldridge (Foto: reprodução/Instagram/@jakeeldridge_)

Eldridge começou no esporte ainda jovem, depois que a família se mudou da Califórnia para o Texas. Atuando como long snapper, participou de treinamentos de alto nível e acabou conquistando uma vaga na IMG Academy, na Flórida, conhecida por formar atletas para programas universitários de elite.

Mesmo sabendo que era gay desde cedo, ele disse que colocava o futebol acima de tudo. Em entrevista à revista People, afirmou que o ambiente competitivo reforçava o silêncio. Segundo ele, o maior medo não era apenas que descobrissem sua sexualidade, mas que isso acontecesse antes de ele se sentir pronto para falar: “Meu maior medo não era apenas que as pessoas soubessem – era que soubessem antes que eu estivesse pronto”.

Jake Eldridge (Foto: reprodução/Instagram/@jakeeldridge_)
Jake Eldridge (Foto: reprodução/Instagram/@jakeeldridge_)

Após concluir o Ensino Médio antes do prazo, Eldridge entrou para a Universidade Rutgers, na conferência Big Ten. A chegada ao time aumentou a pressão, principalmente quando começaram comentários internos sobre sua orientação. Ele relatou que colegas diziam que pessoas da equipe perguntavam se ele era gay, o que aumentava a insegurança sobre sua permanência e bolsa de estudos.

Embora já tivesse se declarado para os pais, que o apoiaram, Eldridge afirmou que, dentro do futebol, temia perder espaço caso falasse abertamente. Para ele, esconder quem era todos os dias aumentava o peso das cobranças físicas e mentais do futebol universitário.

Jake Eldridge (Foto: reprodução/Instagram/@jakeeldridge_)
Jake Eldridge (Foto: reprodução/Instagram/@jakeeldridge_)

No fim da primeira temporada, em novembro, ele foi internado por três dias com colite ulcerativa, uma doença autoimune. Os médicos apontaram que o estresse foi um possível gatilho. Eldridge disse que passar anos fingindo ser outra pessoa afetou diretamente o corpo e que ele já vinha percebendo sinais de desgaste. “Foi o estresse de viver no armário”, disse ele. “Ir lá todos os dias e fingir ser quem eu sou por anos a fio. Eu vinha dizendo há anos: ‘Isso está me fazendo mal’. E então meu corpo finalmente provou isso”.

Depois da internação, teve a opção de se transferir ou encerrar a carreira por invalidez, mantendo a bolsa. Ele escolheu se afastar: “Não hesitei“. Mais tarde, mudou-se para Nova Iorque e, em 2024, declarou-se publicamente no Dia Nacional da Visibilidade LGBTQIA+. Segundo Eldridge, a decisão de falar é também uma forma de incentivar outros atletas a colocarem a saúde e o bem-estar em primeiro lugar.




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