Festival Mix Brasil vai disponibilizar conferências em plataforma de streaming

Mesa "Queer ou Pajubá: Processos de descolonização LGBTI+ no Brasil" com Neon Cunha, MC Dellacroix, Isaac Silva e Florência Transformista já está disponível

Pela primeira vez, as conferências Festival Mix Brasil foram integralmente gravadas e serão disponibilizadas via streaming. Identidade, feminismos, mercado, política, saúde e literatura são alguns dos pilares que movimentaram as mesas deste ano.

“Enxergamos o mundo a partir de muitos lugares: universidades, museus e galerias, esquinas, palcos, passarelas, telas, corporações, (outras) famílias, organizações e sindicatos, banheirões e darks, coletivos artísticos, grupos de zap, quebradas, assembleias, escritórios, templos, terreiros, espaços de clandestinidade, supremos tribunais, cracolândias, prédios, praças, ruas. Estamos em todos os lugares e de muitas formas”, diz André Fischer, curador do MixConferências.

“Depois de quatro décadas, a ascensão do ultraconservadorismo dá uma cara estranha de recomeço, uma sensação de não-acredito-que-tô-tendo-que-falar-a-mesma-m*rda-há-40-anos”, ressalta Fischer.

O coletivo Pajubá Diversidade em Rede foi convidado para mediar as mesas juntamente com o festival, que este ano de 2018 hospedou pela quarta vez a vertente “Conferências”. “É a menina dos olhos do Mix Brasil“, comenta a organização.

Esta sexta-feira, foi disponibilizado o endereço do canal de streaming (soundcloud.com/festivalmixbrasil) e o áudio da primeira mesa, realizada no último dia 20.

Queer ou Pajubá: Processos de descolonização LGBTI+ no Brasil

Ainda que ‘queer’ já seja teoria incorporada no léxico LGBTI+ brasileiro, ainda é traduzido a partir de referências gringas (e brancas) que colonizam os corpos LGBTI+ e não encaixam com nossas realidades translesviadas brasileiras. Como descolonizar nossa realidade cultural, ainda que reconhecendo os atravessamentos da gringa? Como traduzir queer pro pajubá? Esta foi a articulação proposta para Neon Cunha, MC Dellacroix, Isaac Silva e Florência Transformista. Ouça.