GAY BLOG BR by SCRUFF

Em entrevista para a revista Marie Claire, veiculada na última quarta-feira (26), a atriz Maria Casadevall, 36 anos, conhecida por seus papéis em novelas e séries brasileiras, discutiu sua orientação sexual e a influência da heteronormatividade em sua vida. Casadevall identifica-se como lésbica e compartilhou como foi seu processo de entendimento e aceitação, contando como sua percepção para relacionamentos foi moldada com o tempo.

Maria Casadevall (Foto: reprodução/Instagram/@mariacasadevall/ Foto por @gustavohpaixao)

Heteronormatividade compulsória

Durante a conversa com o jornalista João Maturana, a atriz explicou que, apesar de sempre ter se sentido atraída por mulheres, a pressão da heteronormatividade fez com que ela visse seus relacionamentos com homens como “regra“. “Sempre enxerguei a minha atração por homens como a ‘regra a ser afirmada’, e o meu desejo por mulheres como uma ‘experiência para ser vivida’“, conta.

Foi apenas aos 31 anos que ela começou a reconhecer a importância de abraçar sua identidade LGBTQIA+, incentivada pelo exemplo de outras mulheres e pela necessidade de representatividade. “Compreendi que era só mais uma vítima da estrutura que nos obriga a enxergar a heteronormatividade como via única para o “sucesso amoroso” e também compreendi toda a miopia social e distorção emocional que estavam pesando sobre as minhas escolhas afetivas“, lembra.

Maria Casadevall
Maria Casadevall (Foto: reprodução/Instagram/@mariacasadevall/ Foto por @gustavozylbersztajn)

Casadevall também falou sobre a importância de se declarar publicamente, destacando como “o amor entre mulheres, hoje, ocupa espaço de protagonismo” em sua vida. Ela acredita que expor sua orientação sexual não apenas pessoalmente, mas publicamente e politicamente, é crucial para desafiar as expectativas e normas sociais que ainda predominam na sociedade.

Maria Casadevall comenta relacionamentos anteriores

Além de discutir sua jornada pessoal, a atriz refletiu sobre seus relacionamentos passados, incluindo o namoro com o ator Caio Castro. Ela mencionou que, embora na época não conseguisse nomear o desconforto que sentia, hoje entende como a expectativa de se conformar com os relacionamentos heterossexuais impactava de forma negativa em sua vida e em como entendia as relações.

“Não sabia nomear, mas sabia que alguma coisa estava meio fora do tom, fora do lugar”

Influência em sua carreira

A entrevista também abordou como Casadevall lida com a visibilidade e as expectativas em sua carreira, especialmente considerando sua orientação sexual. A atriz, que se temporariamente afastou das telas para focar em seu autoconhecimento, disse que qualquer dano à sua carreira por causa de sua orientação sexual seria sinal de que esses não são projetos que ela gostaria de participar.

“Se impedir por este motivo, então este é um projeto ao qual eu não gostaria de me envolver”

Em termos de representação na mídia, a atriz falou sobre a importância de desafiar os papéis tradicionais e promover uma maior diversidade nas telas, algo que ela tenta incorporar em sua própria carreira. Casadevall acredita que trazer visibilidade para diversas formas de amor e identidade é essencial para o progresso social.

A importância de levantar cada um desses debates e trazer visibilidade para cada um deles é, sobretudo, integrá-los como uma luta comum através do reconhecimento de que toda opressão vem como sintoma de uma única estrutura que coloca a vida à serviço do lucro e essa estrutura é capitalista, patriarcal, branca e cisheteronormativa em sua essência“, declarou.

Maria Casadevall
Maria Casadevall (Foto: reprodução/Instagram/@mariacasadevall/ Foto por @gustavozylbersztajn)

Política e ativismo

Casadevall não apenas discutiu sua vida pessoal e carreira, mas também abordou suas convicções políticas e ativismo. Ela é uma defensora vocal dos direitos das mulheres, das pessoas LGBTQIA+, da igualdade social e do veganismo, e vê essas questões como interligadas na luta contra uma estrutura social. “Minha vida pessoal é diretamente afetada pelas minhas escolhas profissionais e vice-versa. Ou seja, o pessoal é político, que é também afetivo, que é também espiritual e por aí vai…“, conta.

Maria Casadevall sobre estar namorando mulher: “Heterossexualidade era compulsória”




Junte-se à nossa comunidade

Mais de 20 milhões de homens gays e bissexuais no mundo inteiro usam o aplicativo SCRUFF para fazer amizades e marcar encontros. Saiba quais são melhores festas, festivais, eventos e paradas LGBTQIA+ na aba "Explorar" do app. Seja um embaixador do SCRUFF Venture e ajude com dicas os visitantes da sua cidade. E sim, desfrute de mais de 30 recursos extras com o SCRUFF Pro. Faça download gratuito do SCRUFF aqui.

Comente