O Brasil é um dos países com maior presença no mercado de criptoativos, com mais de 26 milhões de pessoas investindo nesse tipo de ativo até o final de 2023, segundo levantamento publicado pela Exame. Esse cenário reflete não apenas um interesse crescente por inovação tecnológica, mas também um movimento relevante de inclusão econômica, especialmente entre jovens LGBTQ+ que encontram nas plataformas digitais uma alternativa às estruturas tradicionais.
Nesse sentido, vale destacar que comunidades digitais no Brasil e na América Latina têm funcionado como verdadeiros polos de educação e troca de experiências financeiras. Fóruns online, grupos em redes sociais e canais no YouTube têm aproximado jovens LGBTQ+ de informações antes restritas a especialistas, criando um ecossistema de aprendizado colaborativo que fortalece a presença desse público nas novas economias.
Nesse contexto, o uso de Ethereum ganha destaque, especialmente pela sua funcionalidade em contratos inteligentes e pela ampla adoção no ecossistema de finanças descentralizadas. Quem busca acompanhar os dados de mercado pode consultar o comportamento do ethereum agora, uma ferramenta que oferece atualizações em tempo real sobre o valor da criptomoeda.
Além disso, NFTs e projetos de arte digital baseados em blockchain também vêm conquistando espaço entre criadores LGBTQ+. Muitos artistas utilizam a tecnologia para monetizar suas obras sem depender de intermediários, garantindo maior autonomia e alcance internacional. Essa conexão entre cultura e inovação tecnológica reforça a diversidade de usos possíveis para os ativos digitais.
Geração Z e comportamento financeiro
Segundo uma pesquisa da Forbes publicada no segundo semestre de 2023, 49% das pessoas da Geração Z que investem em criptoativos priorizam o Bitcoin, enquanto 40,8% optam pelo Ether — o ativo nativo da rede Ethereum. Outros 10,2% concentram seus aportes em criptomoedas desenvolvidas a partir da mesma tecnologia.
Já dados do relatório “Crypto Pulse Brasil”, divulgados em 2024, mostram que 31% das pessoas brasileiras destinam mais de 10% de seus investimentos a criptomoedas, e 55% afirmam que pretendem ampliar essa participação nos próximos 12 meses. Esses dados reforçam o perfil de uma juventude que valoriza autonomia, descentralização e soluções financeiras não convencionais — características presentes também entre jovens LGBTQ+ que, muitas vezes, enfrentam barreiras de acesso no sistema bancário tradicional.
Esse comportamento reflete também uma mudança cultural: enquanto gerações anteriores buscavam estabilidade em carreiras tradicionais e investimentos conservadores, a Geração Z, em especial jovens LGBTQ+, valoriza a flexibilidade, independência e propósito em suas escolhas financeiras. Plataformas digitais permitem alinhar investimentos com causas sociais e ambientais, ampliando o sentido de pertencimento e impacto positivo.
Outro fator que explica essa tendência é a naturalidade com que esses jovens lidam com o ambiente digital. Acostumados desde cedo a interações online, eles veem as criptomoedas não como uma abstração distante, mas como parte orgânica de seu cotidiano, da mesma forma que aplicativos de mensagem ou redes sociais.
Contexto socioeconômico e confiança digital
Um estudo da Foxbit Business, realizado com mais de 1.200 pessoas, revelou que 16% já utilizaram criptomoedas como forma de pagamento, sendo que 32% dessas transações foram feitas com Ethereum. Essa tendência sugere que, além de serem vistas como reserva de valor, as criptomoedas também vêm ganhando espaço como meio de troca — especialmente entre consumidores jovens e digitalmente conectados.
O contexto brasileiro reforça esse movimento. Segundo dados recentes, o país recebeu US$340,5 milhões em remessas internacionais apenas em junho de 2025, superando os US$ 330,2 milhões de maio do mesmo ano (veja mais dados sobre remessas no Brasil). A circulação de valores entre plataformas digitais e mercados globais têm favorecido a disseminação de tecnologias como blockchain, impactando diretamente novos perfis de investidores.
Outro aspecto relevante é que fintechs inclusivas e bancos digitais já começam a desenvolver produtos voltados a públicos historicamente marginalizados. Cartões sem taxas adicionais, contas digitais com abertura simplificada e programas de cashback personalizados são algumas das iniciativas que atraem jovens LGBTQ+, fortalecendo sua confiança em sistemas alternativos.
A confiança digital também é construída pela transparência. Enquanto muitas instituições financeiras tradicionais ainda enfrentam desconfiança devido a tarifas ocultas ou burocracias excessivas, soluções baseadas em blockchain oferecem registros públicos e auditáveis, algo que dialoga diretamente com a busca por clareza e autonomia desse público.
Para jovens LGBTQ+ que enfrentam desigualdades estruturais no mercado de trabalho, o acesso a economias digitais oferece caminhos alternativos de construção de renda e patrimônio. Criptomoedas, fintechs e plataformas descentralizadas se apresentam como ambientes de menor barreira de entrada, onde a identidade de gênero ou orientação sexual não se tornam obstáculos formais.
Nesse contexto, alguns projetos de finanças descentralizadas (DeFi) têm ganhado destaque por promover microcrédito e financiamento coletivo sem a necessidade de intermediários. Isso significa que jovens empreendedores LGBTQ+ podem lançar iniciativas próprias e captar recursos
diretamente de investidores globais, reduzindo barreiras e estimulando a inovação.
Essa presença crescente nas novas economias não é apenas reflexo de um interesse por tecnologia, mas de uma busca ativa por autonomia financeira, liberdade de expressão e acesso direto a sistemas mais inclusivos.
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