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Na última quinta-feira (07), em entrevista à jornalista Maria Fortuna no videocast “Conversa vai, conversa vem“, do jornal O GLOBO, a atriz Alice Braga abordou sua trajetória de autoconhecimento e descobertas em torno de sua sexualidade. Atualmente em um relacionamento com a produtora Renata Brandão, Braga também destacou a pressão que sentiu para definir sua orientação.
A atriz já esteve em relacionamentos com homens e mulheres, e falou sobre a cobrança que enfrentou ao longo dos anos para se posicionar, mesmo quando ela própria ainda não tinha respostas claras. “Nem eu sabia o que eu era. Se era bi, gay, hétero…”, recordou. A pressão para definir sua orientação, segundo Alice, reflete um contexto de julgamento e estereotipação de personagens e personalidades no meio artístico.
Contudo, ela observa uma mudança positiva no setor: “Hoje, há menos preconceito, não há isso de botar numa caixinha ou num tipo de personagem”, comentou, pontuando que essa abertura se deve à luta de gerações anteriores.

Entendendo e aceitando a sexualidade
O processo de aceitação da própria sexualidade foi um desafio para a atriz. No início de sua vida adulta, aos 20 anos, Alice relata que passou por momentos de dúvida e receio diante dos possíveis julgamentos. “A gente fica com medo do que os outros vão achar, se pergunta: ‘Por que eu sou assim?’. Não é uma escolha. Desejos são desejos, eu sinto, eu sou”, afirmou.
Hoje, ela afirma viver de forma mais aberta, sem as amarras que a sociedade ou a profissão lhe impunham: “Depois, passou a ser mais natural. Hoje vivo minha vida bem mais aberta”.

Alice também destacou a gravidade da violência contra a população LGBTQIA+ no Brasil. Embora o cenário tenha evoluído para alguns, o país ainda registra altos índices de homofobia e transfobia. “Mas ainda somos um país altamente homofóbico, transfóbico, o que é muito grave. O Brasil ainda é um dos países que mais mata pessoas trans, homossexuais e bissexuais no mundo”, contou.
A atriz considera que falar publicamente sobre essas questões pode contribuir para um processo de aceitação mais amplo. “O mais triste é pensar quantos jovens estão sofrendo com isso. Imagina as pessoas trans, viver num corpo que não sente que é o seu? Temos que estar abertos sobre isso porque é sobre o amor, sobre deixar o outro ser o que é”, completou.
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