Breno Corã, ex-participante do Big Brother Brasil 2026, afirmou que utiliza aplicativos de encontros como parte de sua rotina e disse não se orientar por modelos tradicionais de relacionamento. Em entrevista ao jornal Extra, o biólogo relatou que prefere manter a vida afetiva aberta a diferentes experiências.
“Sou gay, mas beijo mulheres (risos), principalmente na balada. Tenho liberdade sexual. Uso aplicativos de relacionamento e gosto de viver experiências com pessoas diversas. Não tenho uma carência de ter um grande amor. Nunca caí no conto do príncipe encantado, sabe? Meu coração está aberto, não me impeço de me relacionar, mas não passa pela minha cabeça que preciso namorar”, afirmou.

Durante o reality, Breno se envolveu com Marcelo, também participante da edição, com quem trocou beijos diante das câmeras. Fora do programa, ele avalia que sua postura contribuiu para ampliar referências de comportamento entre pessoas LGBT+.
“As pessoas LGBTs dos BBBs antigos entraram com medo. Apesar de ainda ter muitos conservadores, o público amadureceu. Não pensei “vou beijar e causar”, mas sim “não me importo que me vejam beijando”. Tenho uma segurança muito grande da minha orientação sexual. Vi que o fato de eu aproveitar sem vergonha serviu de inspiração”, disse.
Breno e Marcelo protagonizam primeiro beijo gay do BBB 26
byu/viniciusyamada ingayblogbr
O ex-BBB também relembrou o período em que compartilhou sua orientação sexual com a família, ainda na adolescência. Segundo ele, o processo foi atravessado por receios e pela necessidade de adaptação a ambientes pouco acolhedores.
“Não foi fácil, ainda mais com os comentários que se ouve no dia a dia e com a visão que o mundo tem sobre ser gay, associando a estereótipos. Se assumir é quase invasivo, é como você querer marcar algo que não precisava. Mas é uma força que a gente faz para ver se a vida deslancha, para não ficar preso e se escondendo”, relatou.
Filho de uma advogada e de um motorista de ônibus, Breno afirmou que a reação inicial dos pais foi marcada por preocupação com sua segurança. O pai, segundo ele, precisou de alguns dias para assimilar a informação, enquanto a mãe demonstrou apoio, apesar de questionamentos.
“Quando contei, eles não entenderam de cara. Não foi uma surpresa, mas se preocuparam de ver o filho sofrer agressão. Meu pai ficou sem falar comigo por alguns dias. Ele precisou desse tempo para assimilar. A gente teve algumas conversas mais doloridas, mas foi amadurecendo. Com a minha mãe, rolou mais um questionamento do porquê, mas ela sempre me apoiou”, afirmou.
Ao revisitar esse período, o biólogo destacou os efeitos do silêncio durante a juventude.
“Na adolescência, a gente faz um esforço imenso para esconder. Mesmo quando você assume, você ainda fica se controlando, se podando… Sempre calculando o risco de ser quem é ao entrar em cada ambiente. Eu me apaixonei por um menino nessa fase, mas não podia falar. A gente passa a esconder a paixão e a sofrer escondido”, concluiu.
Breno se descuida durante banho e mostra demais no BBB 26; confira
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