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O Observatório da Diversidade na Propaganda (ODP) publicou, em parceria com o Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de São Paulo (Sinapro-SP), o segundo Censo de Diversidade das Agências Brasileiras. Realizado em 35 grandes agências da região Sul-Sudeste, o levantamento traz dados sobre a representatividade de mulheres, negros e pessoas LGBTQIA+ no setor de publicidade no Brasil, destacando que há avanços, mas a diversidade ainda enfrenta desafios em hierarquias mais altas.

Análise geral no Brasil

Um dos destaques da pesquisa mostra que a presença de mulheres nas agências de publicidade é maior do que a de homens, com 57% do quadro total de funcionários sendo feminino. Contudo, entre as mulheres, 17% são negras, uma redução em relação a 2023, quando esse número era de 21%. Já em relação à raça e etnia geral, 67% funcionários se autodeclaram brancos, 30% negros (pretos e pardos), cerca de 2% amarelos e menos de 1% indígenas.

Sobre a diversidade sexual, o estudo deste ano separou autodeclarações de Identidade de Orientação Sexual e Identidade de Gênero. Na média, 19% se identificam como Lésbicas, Gays e Bissexuais (LGB), enquanto apenas 1% são Pessoas Trans (incluindo homens e mulheres trans, travestis e pessoas não binárias), oferecendo uma visão detalhada desse grupo nas agências.

Cerca de 19% dos publicitários no Brasil são abertamente LGBTs
II Censo da Diversidade das Agências Brasileiras

Análise por cargo

Nas agências de publicidade do Brasil, mais da metade dos funcionários são mulheres, com 57% do total, enquanto os homens representam 43%. Nas gerências, as mulheres são ainda mais frequentes, ocupando 61% desses cargos. Porém, essa presença feminina diminui um pouco nos cargos de diretoria, onde as mulheres representam 52% e os homens 48%. Já nos cargos de CEO, a maior parte são homens, com 76%, enquanto mulheres representam 24%.

Em relação à raça e etnia, os brancos são a maioria em todos os níveis, representando 62% do total de funcionários. Entre os gerentes, 79% são brancos e 19% são negros. Na diretoria, essa proporção de brancos sobe para 84%, e apenas 12% são negros. Entre os CEOs, 9% são negros, o que é um pouco melhor em comparação ao ano anterior.

Quanto à orientação sexual, 78% dos funcionários se identificam como heterossexuais, 22% como LGB (lésbicas, gays ou bissexuais), e 2% como pessoas trans ou não binárias. Nos cargos gerenciais, 84% são heterossexuais e 16% são LGB, com apenas 1% sendo trans ou não binárias. Na diretoria, 94% são heterossexuais e 6% são LGB, sem nenhuma representação de pessoas trans. Entre os CEOs, há uma pequena melhora na diversidade sexual, com 18% sendo LGB, mas ainda sem a presença de pessoas trans.

Cerca de 19% dos publicitários no Brasil são abertamente LGBTs
Cerca de 19% dos publicitários no Brasil são abertamente LGBTs (Imagem: GAY BLOG BR)

O estudo completo, com mais de 60 páginas detalhando os dados, pode ser acessado gratuitamente no site diversidadenapropaganda.com.br.




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