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A partir do próximo dia 1 de outubro, a Japan Airlines não usará mais a expressão “ladies and gentlemans” (senhoras e senhores) para recepcionar os clientes. A decisão veio para tornar a empresa mais inclusiva, e os termos sem gêneros serão mais utilizados, incluindo “bom dia”, “boa noite” e “atenção a todos os passageiros”.
“Aspiramos ser uma empresa com atmosfera positiva e que trata todas as pessoas, incluindo nossa clientela, com respeito” – disse Mark Morimoto, porta-voz da Japan Airlines à Reuters (via G1) – “Temos o compromisso de não discriminar com base em gênero, idade, nacionalidade, raça, etnia, religião, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero ou outros atributos pessoais” – disse.
Segundo as agências internacionais, a Japan Airlines é a primeira companhia aérea da Ásia a adotar essa prática. Aqui no ocidente, a Air Canada e a Easyjet tiveram uma postura semelhante. Além disse, a JAL também anunciou, em março, que as comissárias de bordo poderiam usar calças e não precisariam mais usar salto alto.
O anúncio ocorre no momento em que os defensores da igualdade de gênero afirmam que o Japão está crescendo em relação aos direitos dos LGBTQIA+, que é um país conhecido por ser mais conservador.

Comitê de Jogos de Tóquio abrirá espaço LGBT: “Ainda estamos atrasados em relação a outras nações”
Em 7 de setembro, foi anunciado que Tóquio vai inaugurar a Pride House para conscientizar e debater sobre os direitos relacionados a comunidade LGBTQIA+ durante os Jogos Olímpicos, mas funcionará de forma permanente. De acordo com os organizadores, a Pride House será a primeira do gênero da capital japonesa a ter o apoio do Comitê Olímpico Internacional.
“A Pride House Tokyo visa educar o mundo e também o Japão sobre as dificuldades que a comunidade LGBTQ tem de praticar e desfrutar de esportes. Também quer ajudar a criar um espaço seguro para a comunidade” – diz o comunicado no site oficial.
O objetivo do Pride House é avançar nas questões LGBTQIA+ no Japão, pois segundo o presidente de uma das organizações que apoiam o projeto, Gon Matsunaka, o país asiático está bem atrás de outros países:
“Muitas pessoas podem pensar que o Japão é um defensor dos direitos humanos, mas não existem leis que protejam os LGBTQ+. A sociedade está repleta de preconceito, discriminação e assédio. Embora seja para área esportiva, também esperamos que a Pride House possa ajudar a mudar a sociedade como um todo”.
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