O cantor Klaus Hee, ex-integrante do grupo Dominó, faleceu aos 50 anos. A informação foi confirmada pelo produtor musical Ricky Colavitto nesta terça-feira (4). Em abril de 2023, Klaus passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno no intestino. “Após uma batalha contra um câncer, o Klaus Hee descansou”, declarou o produtor.
Desde o diagnóstico, sua saúde se fragilizou. Em junho de 2024, passou por uma cirurgia de emergência para corrigir um problema intestinal decorrente do tratamento contra o tumor. No fim do ano passado, revelou que o câncer havia avançado para o tórax e iniciou um novo ciclo de tratamento.

Início da carreira e trajetória na TV
Engana-se quem imagina que Klaus começou sua carreira no Dominó. Antes do grupo, ele já era conhecido no meio da moda, trabalhando como modelo e estampando campanhas publicitárias, editoriais e desfiles. Por seu perfil, foi apelidado de “Tom Cruise brasileiro”, como contou em entrevista ao Gay Blog BR:
“O apelido surgiu nessa época do mundo da moda, os fotógrafos falavam ‘Nossa, parece o Tom Cruise!’. Primeiro diziam que era só de perfil, depois começaram a falar até de frente. Eu estourei em 1994, na Taxi Models, depois passei pela Elite Models e fui chamado para o Passa ou Repassa, apresentado pela Angélica”, relembrou Klaus.
Na TV, além do Passa ou Repassa, foi assistente de palco e participou do A Praça é Nossa. Paralelamente, continuou modelando, participando de campanhas de marcas como Hugo Boss, Zoomp, Iódice, além de propagandas para cervejarias e bancos.
Entrada no Dominó e apoio de Gugu Liberato
Klaus ingressou no Dominó em 2001, após a saída de Rodrigo Phavanello. Sua entrada aconteceu após uma aparição no quadro Banheira do Gugu, no Domingo Legal: “Eu fui divulgar minha capa da revista Íntima no programa, e o Gugu achou que eu combinava com o Dominó. Ele me deu uma força e, na semana seguinte, eu já estava cantando no programa da Carla Perez”, contou ao Gay Blog BR.
Sobre o grupo, Klaus relatou que sua formação não teve o mesmo sucesso da década de 1980 por falta de investimento: “O empresário já estava há mais de 20 anos no grupo e já estava de saco cheio. Ele não sabia investir em novas músicas. A última música que gravamos foi uma versão do Bee Gees, depois de mim o grupo não existiu mais como era”.

Vida após a fama e polêmica com Clodovil
Longe da mídia, Klaus se formou em Educação Física e, em 2020, vendeu seu acervo de revistas de ensaios nus para arrecadar dinheiro. “Arrecadei mais de R$ 7 mil. Teve gente pagando R$ 500 por uma revista”, comentou.
Em entrevista ao Gay Blog BR, ele também revelou, pela primeira vez, uma situação inusitada com Clodovil: “Eu fui no programa dele, e ele gostou de mim. Ele me chamou para caminhar no parque Ibirapuera, mas, quando cheguei na casa dele, ele estava de roupão e com uma taça de champagne. Disse que o Jean, do Big Brother, ia chegar para fazer massagem nele. Aí pensei: ‘Xiii… não vai ter caminhada’. E fui embora. Depois disso, ele começou a me alfinetar no programa dele, mas nunca liguei”.
Ensaios nus e bastidores
Klaus posou nu três vezes, sendo duas para a G Magazine, em 2004 e 2006. Ele revelou ao Gay Blog BR que, na segunda edição, recebeu um cachê considerável: “Eu fechei contrato por cinco vezes o valor do primeiro ensaio. Peguei o cachê e fui na Honda comprar um Civic zero”.
Ele também falou sobre os bastidores das fotos mais ousadas: “Já na primeira edição, teve ‘barraca armada’, mas na segunda, tomei meio viagrinha, fiquei na banheira, brincava com o patinho… estava mais na pegada mesmo. Se tivesse uma mulher lá, eu pegava firme”.

Projetos recentes e teatro
Nos últimos anos, Klaus voltou ao meio artístico, participando de novelas e lançando a música “Jogo de Amor”. Também anunciou que interpretaria Doca Street, condenado pelo assassinato de Ângela Diniz, em uma peça de teatro: Se tudo correr bem, vamos estrear em Curitiba, depois no Rio e Santos”, disse na entrevista.
Klaus Hee fala sobre bastidores dos ensaios nu, fãs que rasgavam sua roupa e treta com Clodovil
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