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Em meio à programação do Acampamento Terra Livre (ATL) 2026, em Brasília, o Governo Federal promoveu um encontro com coletivos indígenas LGBTQIA+ voltado à construção de políticas públicas mais articuladas. Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, a atividade, que aconteceu na última segunda-feira (06), reuniu representantes de diferentes áreas do Executivo, além de lideranças indígenas e organizações da sociedade civil.

A proposta central foi integrar ações governamentais que contemplem as demandas específicas de pessoas indígenas LGBTQIA+, considerando recortes como território, identidade de gênero e orientação sexual. O formato adotado priorizou o diálogo direto, com espaço para exposição de demandas e avaliação de políticas já em curso.

Como já noticiado pelo GAY BLOG BR em outubro de 2024, a discussão sobre políticas públicas para indígenas LGBTQIA+ ocorre em um contexto marcado por vulnerabilidades persistentes. À época, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania lamentou a morte de dois jovens da etnia Guarani-Kaiowá, na aldeia Amambaí, no Mato Grosso do Sul, e destacou a necessidade de fortalecer redes de apoio e ações voltadas à saúde mental e ao acolhimento.

Foto: Duda rodrigues/MDHC
Foto: Duda rodrigues/MDHC

Ao longo da conversa, foram levantados pontos recorrentes nos territórios, como situações de violência, barreiras no acesso à saúde e ausência de reconhecimento institucional das identidades LGBTQIA+ em contextos indígenas. Também entrou na pauta a necessidade de incorporar o tema da diversidade nos processos educativos e nas políticas de proteção social.

A secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, afirmou que a inclusão dessa agenda deve ocorrer de forma contínua na formulação de políticas públicas. “A gente não quer que esse tema seja tratado como cota, mas que esteja presente no nosso dia a dia, no fazer da política pública”, disse.

Segundo a secretária, iniciativas em andamento já buscam alcançar territórios indígenas e comunidades tradicionais, inclusive em regiões de difícil acesso. “Temos ido aos territórios, inclusive os mais difíceis de acessar, para ouvir e construir políticas junto com essas populações”, afirmou.

Durante o encontro, lideranças indígenas LGBTQIA+ apresentaram reivindicações relacionadas à ampliação do atendimento em saúde, à garantia de segurança e ao respeito às identidades nos territórios. Também houve destaque para a necessidade de fortalecer a presença e o protagonismo de mulheres indígenas LGBTQIA+ em espaços de decisão.

Governo lamenta morte de jovens indígenas LGBT+ no MS




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