Em entrevista para o portal Heloisa Tolipan, veiculada no último sábado (19), o ator Marcos Pitombo, conhecido por seu papel na série “Mutantes“, da Record, refletiu sobre sua “saída do armário forçada“, em junho de 2023, quando sua homossexualidade foi revelada publicamente sem seu consentimento. O artista está de volta aos palcos com a peça “Clarice & Nelson – Um recorte biográfico a partir de entrevistas“, após alguns anos afastado do teatro.

Durante a conversa com o jornalista Vítor Antunes, o ator falou sobre a maneira desrespeitosa com que o episódio aconteceu. “Eu não escondo nada da minha vida, mas tento preservar o máximo possível a minha privacidade, sempre no meio-lugar entre explorar o nosso trabalho e se expor. É uma linha tênue de tentativa e erro. Mas acho que acabei construindo uma comunidade positiva e de muito afeto”, afirmou Pitombo.
Apesar disso, ele destaca a importância de figuras LGBTQIA+ ocuparem espaço na mídia e na sociedade como um todo. “Eu acho que é importante ter mais pessoas nas quais se olhar, se espelhar, se empoderar em qualquer que seja o assunto ou recorte de sociedade. A gente esteja falando do empoderamento feminino, de pessoas negras, de LGBT’s. Acho que ele é importante nessa representatividade na TV aberta de forma empoderada”, acrescentou.

Marcos Pitombo destaca representatividade gay nas telas
Pitombo também lembrou ao portal, o antigo receio de que atores gays não fossem aceitos em papéis heterossexuais. Segundo ele, essa barreira está sendo superada. “A versatilidade do ator também dá a ele a possibilidade de fazer uma gama cada vez maior de personagens diferentes do seu universo. Acho que o ideal é ver atores LGBT’s fazendo personagens de uma forma digna”, defendeu o ator, que vê o crescimento de representações LGBTQIA+ na TV como algo positivo.

Além disso, o ator também falou sobre sua visão a respeito das redes sociais, um espaço onde ele opta por uma exposição controlada. “Acho que a rede social está evoluindo com o tempo. Essa geração mais nova já não quer se expor tanto, é mais low-profile”, comentou. “As pessoas públicas se expõem através de ferramentas como as redes sociais para dialogar com aquilo que elas acreditam ou acham melhor. [Eu] me posiciono apenas em questões pontuais e que envolvem a nossa sociedade, mas sempre com muita educação sem ser de forma bélica”.

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