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Jessica Alves (38), conhecida como Ken Humano antes de se identificar como mulher trans em 2019, pode ser a primeira trans a realizar um transplante de útero bem sucedido no mundo. As informações são do Correio Braziliense.

Ela já está no Brasil e agendou a cirurgia, que custa cerca de 30 mil libras esterlinas (cerca de R$ 221 mil), mas antes passará por exames pré-operatórios: “Eu fiz muitos exames na Turquia para ver se podia fazer a cirurgia, mas mudei de ideia e vou ao Brasil onde minha família está”, disse Jessica ao site britânico Daily Mail, acrescentando que só fará o transplante se estiver segura e que vai manter em sigilo a identidade do médico.

Seu sonho é engravidar de forma natural, mas pela medicina de hoje ainda não é possível, pois as trompas não estarão ligadas ao útero.

“Há alguns médicos muito bons aqui que, com sorte, poderiam fazer isso. A cirurgia é factível, da mesma forma que a cirurgia é feita em uma mulher biológica. Para uma mulher transgênero, é exatamente a mesma coisa. Para engravidar, preciso fazer um tratamento de fertilização in vitro após a cirurgia”, contou Jessica.

O único registro oficial de alguém que tentou a cirurgia de transplante de útero foi a primeira pessoa trans que passou pela cirurgia de mudança de gênero: a dinamarquesa Lili Elbe, em 1931. No entanto, a cirurgia não foi bem sucedida e ela morreu três meses após a tentativa por consequência de uma infecção.

Modelo brasileira quer ser a primeira trans a realizar um transplante de útero
Reprodução

É possível uma mulher trans engravidar?

Em toda a história da medicina, o único bebê que nasceu de um útero transplantado ocorreu em 2014 com uma mulher cis, mas através da inseminação artificial. Considerada uma vitória, o procedimento deixou de ser experimental e os pesquisadores passaram a questionar até onde a ciência pode avançar nessa questão, “acendendo” a esperança de mulheres trans poderem gerar bebês.

Segundo Jacques Balayla, obstreta-ginecologista e cientista clínico da Universidade McGill, no Canadá, acredita-se que não haja barreira fisiológica para que uma mulher trans realize uma gestação.

“É uma mulher que nasce sem útero”, disse Balayla, acrescentando que uma mulher trans que faz a transição “devido à disforia de gênero têm uma reivindicação semelhante à maternidade se considerarmos que ambas têm direitos equivalentes para cumprir o potencial reprodutivo de seu gênero”, aponta Balayla.

No entanto, os autores do artigo explicam que a cirurgia de transplante de útero têm um alto nível de complexidade, justificando a razão pela qual é tão difícil ela ser bem sucedida.




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