O cantor João Lucas, marido da empresária Sasha Meneghel, falou sobre experiências com comentários homofóbicos ao longo da vida e refletiu sobre padrões de masculinidade. Durante participação no programa Sem Censura, ele afirmou que passou a estudar o tema após episódios recorrentes de ataques.

Segundo o artista, comportamentos considerados “masculinos” são impostos desde cedo. “A gente não cresce sendo ensinado como ser homem, a gente cresce sendo ensinado a como não ser mulher”, disse, ao questionar frases comuns como “segura que nem homem” e “para de chorar que nem menininha”. “Mas o que é ser homem? É só não ser mulher?”, completou.
Ele também relembrou a infância e a adolescência, destacando que não se identificava com expectativas associadas ao universo masculino, como o interesse por futebol. Em vez disso, preferia atividades como música e teatro, o que já gerava comentários: “Eu sou palmeirense, eu amo o Palmeiras, mas nunca fui aquele obcecado. Se você me perguntar o nome de cinco jogadores do Palmeiras, eu já não vou saber. Mas eu gosto de ver o jogo, eu gosto daquele momento. Eu gosto de ir ao estádio, de ouvir o pessoal gritar. Meio que cresci nesse contexto porque meu pai me levava muito, mas nunca fui fissurado em jogar bola, por exemplo”.
João contou que levava violão para a escola em dias livres, enquanto outros colegas optavam por bola. Nesse período, ouviu ofensas como “ele é gay” por não seguir os mesmos interesses. “Eu gostava de ficar tocando violão. Então essa sempre foi minha vida. E eu cresci ouvindo muito isso: ‘Ele é viado, ele é gay, não quer saber de futebol’. E eu acho que isso se dá muito pela forma como a masculinidade é construída na nossa sociedade”, relembrou.

Com o aumento da exposição pública, os ataques aumentaram, especialmente após o relacionamento com Sasha Meneghel. O cantor disse que passou a questionar as motivações das críticas, mesmo sendo casado com uma mulher há anos. “De onde vem isso? Porque eu sou casado com uma mulher, a mesma mulher e a única mulher há cinco anos. De onde vem? É por conta do que eu faço? É por conta da roupa que eu visto? É o jeito que eu falo?”, relatou ao comentar as dúvidas que surgiram diante das ofensas nas redes sociais.

Por fim, o artista afirmou que buscou entender o tema por meio de estudos e reflexões. Para ele, a origem desses comentários está ligada à construção de uma masculinidade “tóxica e misógina”, percepção que também compartilhou recentemente em um vídeo publicado na internet. “A origem desses comentários homofóbicos, na minha percepção, de acordo com muitos estudos, está relacionada à construção dessa masculinidade tóxica e misógina que a gente vê”, finalizou.
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