Na última segunda-feira (15), Otávio Mesquita participou do programa Roda Viva, no qual relembrou seu envolvimento com as revistas voltadas ao público adulto, como a Sexy e a G Magazine. O apresentador e jornalista contou como trouxe a ideia de uma publicação direcionada ao público gay para o Brasil após uma viagem aos Estados Unidos.

Vivência nos Estados Unidos
Quando questionado sobre sua experiência com revistas para adultos, Otávio Mesquita mencionou o antigo sucesso dessas publicações, destacando especialmente a revista Playboy. “A revista Playboy era um business muito grande. Ela vendia milhões. Se você pegar uma da década de 90, tinha [em torno de] 100 páginas, [sendo] 60 de anúncios. Faturava muito“, disse o jornalista.
Ao descobrir que a revista Sexy estava à venda, ele, Ângelo Rossi e Ana Fadigas decidiram comprá-la e tornaram-se sócios. O jornalista destacou que a publicação foi um grande sucesso, especialmente com a edição que trouxe a modelo Roberta Close na capa, após sua cirurgia de redesignação sexual. “A edição vendeu quase igual à revista Playboy”, relembrou.
Mesquita explicou ainda que, enquanto estava em Nova York, encontrou revistas voltadas ao público gay que contavam com grandes anunciantes. Vendo uma oportunidade de negócio, decidiu trazer o conceito para o Brasil. “Fizemos uma reunião e decidimos fazer”, contou.

No entanto, ele revelou que a versão brasileira da G Magazine acabou se tornando mais explícita do que as inspirações norte-americanas. “Lá nos Estados Unidos as pessoas não mostravam o pênis. Era uma coisa sensual. Aqui, acabaram mudando para colocar as pessoas nuas”, explicou Mesquita. O jornalista contou que houve grande adesão pelos artistas, que decidiam posar.
Apesar do sucesso de vendas, ele preferiu vender sua participação para evitar problemas futuros. “Nada contra a revista, porque é uma revista voltada para os gays. Dava uma venda boa e era interessante. Foi um sucesso bacana mas, mesmo assim, eu saí para não ter problema. Nada contra“, reforçou.
Agradece à população LGBTQIA+
Durante o programa, Mesquita também recordou a cobertura do “Gala Gay” nos anos 1980, um famoso baile de Carnaval que representava a diversidade LGBTQIA+ na folia. “Ninguém queria fazer o ‘Gala Gay’ naquela época. Fiz e fui muito elogiado”, disse o apresentador.
Ele destacou a importância do público LGBTQIA+ em sua trajetória profissional e pessoal. “Se estou onde estou, devo aos meus pais, à minha capacidade de ser uma pessoa simples e aos gays, que me levaram para cima“, agradeceu Mesquita.
Otávio Mesquita também aproveitou a oportunidade para responder às especulações sobre sua orientação sexual, afirmando que, apesar de não ser gay, tem grande respeito e carinho pela população LGBTQIA+.
Otávio Mesquita responde sobre as problemáticas da época
Questionado sobre os comentários que fazia com os entrevistados na época, inclusive perguntando se as pessoas trans eram operadas, ele destacou que sempre brincava com as pessoas, mas com respeito. “Quando eu fazia os Carnavais, eu sempre respeitava [os entrevistados]“, disse.
Mesquita também reforçou que sempre ao final das conversas, perguntava aos entrevistados se eles gostariam que tirasse algo da gravação. “Eu dou muito mais valor à amizade, carinho e respeito pelos entrevistados, do que simplesmente usar [as pessoas] para ficar famoso“, contou.
Assista ao programa na íntegra:
Ana Fadigas, fundadora da G Magazine, relembra histórias e conquistas
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