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Um projeto de lei que reconhece a união civil homoafetiva na Sérvia foi oficializada, sendo este considerado um pequeno passo para a comunidade LGBTQIA+ no país europeu. As informações são do UOL Notícias.
A primeira-ministra, Ana Brnabic, disse em público que é lésbica em 2016, mas assim como acontece em muitas sociedades patriarcais dos Balcãs, a comunidade ainda não pode ser livre para expressar sua afetividade e a sociedade é considerada homotransfóbica.
Segundo uma pesquisa publicada em 2020 pelas ONGs de defesa dos direitos humanos IDEAS e GLIC, quase 60% dos LGBTQIA+ afirmam ter sofrido violência física, ou emocional, em um período de 12 meses. Além disso, somente 24% dos estudantes do ensino médio consultados para uma pesquisa do comitê de Helsinque dizem apoiar os direitos LGBT, como a adoção.
“O texto não causou grande polêmica, mas até recentemente, o mínimo avanço da comunidade gay gerava ondas de violência, como os ataques contra a Parada do Orgulho Gay em 2010, ou os tensos confrontos com a polícia em 2012 por ocasião de uma exposição fotográfica. Nela, Jesus foi representado como uma pessoa transgênero.” – diz a matéria.
Na Sérvia, a Igreja Ortodoxa Sérvia tem grande influencia na sociedade e eles são contrários as questões LGBT, chegando a classificar o Orgulho de Belgrado de “marcha da vergonha”. No entanto, seu novo chefe, o patriarca Porfirije, declarou sua empatia pelos LGBTQIA+, sendo considerado também outro pequeno passo para uma mudança na sociedade.
“Posso entender as pessoas com esse tipo de orientação sexual, seus inúmeros problemas administrativos, os desafios e as pressões, e sua necessidade de regularizar sua situação” – explicou recentemente.

COMO É SER LGBTQIA+ NA SÉRVIA?
Por lá, há leis que protegem a discriminação às pessoas LGBTI desde os anos 2000, como uma em 2002 que impediu os meios de comunicação de promoverem discriminação, ódio ou violência contra a orientação sexual; outra de 2005 que proibiu a discriminação no ambiente de trabalho; além de leis que garantem operações de mudança de sexo pelo setor público.
Apesar desses avanços, as condições sociais da Sérvia não são muito favoráveis aos LGBTQIA+, enfrentando muita marginalização e assédio. Durante anos, a parada do orgulho LGBT de Belgrado foi cancelada ante as ameaças de violência.
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