O ator Raul Gazolla, atualmente com 70 anos, afirmou que, ao ser convidado para um ensaio nu da revista G Magazine, estipulou um valor de US$ 40 mil para aceitar a proposta. A declaração foi dada à coluna Play, do O Globo, no último dia 30.
“Cobrei um cachê altíssimo, de 40 mil dólares, já pensando na recusa”, disse Gazolla à coluna. Segundo o ator, a exigência financeira encerrou as negociações e o ensaio não foi produzido.
O episódio contado por Gazolla também é comparado em parte à experiência dele com a revista Íntima, no fim dos anos 1990. Naquela ocasião, o ator aceitou participar de um ensaio que não incluiu nudez frontal, o que, segundo ele, esteve alinhado ao controle de imagem que julgou cabível para sua carreira editorial.















A revista Íntima foi lançada no Brasil em abril de 1999 como uma publicação dedicada à nudez masculina voltada principalmente ao público feminino, com foco em sensualidade e tópicos como moda, sexo e estilo de vida.
Logo em suas primeiras edições, a revista evitou a exposição corporal total, optando por fotos sem nudez frontal, estratégia que refletia a proposta inicial de atrair leitoras interessadas em conteúdos de sensualidade sem imagens explícitas.
Com o tempo, a demanda de leitoras levou a mudanças editoriais: o ator e cantor Klaus Hee foi a primeira personalidade a aparecer em nu frontal na publicação, e edições com outros nomes conhecidos seguiram essa linha.
Entre as figuras que apareceram nas capas ou em ensaios da Íntima estão o ator Humberto Martins, que relembrou ter feito nu frontal para a revista, o próprio Raul Gazolla, o ator Alexandre Frota, o cantor Waguinho e o jogador Renato Gaúcho.
A revista teve circulação até o início dos anos 2000 e chegou a ser relançada sob o título Íntima & Pessoal, antes de suspender sua comercialização, deixando um marco específico na história editorial ligada à representação do corpo masculino no Brasil.
G MAGAZINE
Já a G Magazine ocupou lugar histórico no mercado editorial brasileiro por sua abordagem explícita da nudez masculina e por reunir ensaios de figuras públicas — incluindo atores, modelos e esportistas — destinados ao público homossexual masculino. Lançada originalmente em 1997 e distribuída até 2013, a revista teve circulação mensal e chegou a vender cerca de 180 000 exemplares ao mês em sua versão impressa, aproximadamente metade da tiragem média da Playboy no país.
Nos últimos anos, seu legado voltou a ser debatido: uma tentativa de documentar sua trajetória em série audiovisual para televisão foi cancelada em 2025, gerando repercussão entre parte da comunidade LGBTQIA+ e especialistas em mídia, justamente pela relevância cultural que a publicação alcançou nas décadas anteriores.
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