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Segundo um levantamento feito pelo Anuário Brasileiro de Educação Básica em 2021 e divulgado na última semana pela organização Todos Pela Educação, apenas 26% das instituições de ensino tratam do assunto homofobia em sala de aula. As informações são da CNN Brasil.

Outros dados coletados incluem 48% das escolas brasileiras tratam relações étnico-raciais, as desigualdades sociais é abordada apenas em 35,9%, e o machismo em apenas 15,8%.

“Quando a gente olha num histórico, 2019 foi o ano em que menos escolas declararam ter projetos sobre essas temáticas”, analisa o líder de Políticas Educacionais da Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa.

Foto: Anuário Brasileiro de Educação Básica 2021/Todos pela Educação

Gabriel Corrêa também acredita que é importante tratar dessas questões desde cedo para ajudar a diminuir as desigualdades pelo país: “A educação vai muito além da transferência de conteúdos técnicos de disciplinas para os nossos estudantes. A educação precisa preparar os alunos para o exercício da cidadania”, avalia Corrêa.

Já o professor do ensino básico Gabriel Teodoro, mestre em Educação e especialista em Gênero, Diversidade e Relações Étnico-raciais na escola, defende o envolvimento dos responsáveis pelos estudantes e o preparo da equipe pedagógica para tratar essas pautas.

“Temos visto um avanço do conservadorismo e da pressão de grupos que não são legitimados para falar do currículo escolar, ganhando espaço e dizendo o que se deve falar ou não na escola. E isso deixa a equipe insegura para, inclusive, cumprir o que está nas diretrizes e no currículo escolar”, diz.

“Não significa que tratá-los será a resolução ou culminará no fim do racismo, da violência de gênero ou da homofobia; e sim que a escola está acompanhando o curso da diversidade e do respeito ao outro, às diferenças e que está cumprindo o seu papel de espaço democrático de produção e acumulação de valores humanos e humanitários”, finaliza.

Relatório aponta que apenas 26% das escolas brasileiras debatem sobre homofobia

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