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A morte do funkeiro Leandro Rogério, 40 anos, trouxe à tona a síndrome de Fournier, uma infecção grave e incomum que atinge a região genital e perineal. Popularmente descrita como uma doença capaz de “devorar” os órgãos genitais, a condição preocupa pela evolução rápida e pelas consequências que pode gerar.

Causas da síndrome de Fournier

Segundo a infectologista Eveline Vale, professora do Centro Universitário de Brasília (CEUB), a síndrome se caracteriza por uma fasceíte necrosante que compromete tecidos genitais, anais e até pélvicos. “A doença costuma ter início a partir de pequenas lesões, abscessos, feridas ou procedimentos cirúrgicos e evolui de forma extremamente rápida, causando destruição dos tecidos”, afirma Eveline

O quadro é causado por um conjunto de bactérias, entre elas Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Streptococcus pyogenes e Staphylococcus aureus. Microrganismos intestinais e de pele atuam em conjunto, acelerando a necrose. Em parte dos casos, também há a participação de bactérias anaeróbias como Clostridium e Bacteroides fragilis.

Dados apontam que a incidência média é de 1,6 para cada 100 mil homens, com predominância de 77% dos casos em pacientes do sexo masculino, especialmente entre 50 e 79 anos. “Quando a doença aparece, a maioria dos pacientes carregam comorbidades, principalmente diabetes mellitus e hipertensão. Essas condições funcionam como combustível para o avanço rápido da infecção”, diz a professora.

Síndrome de Fournier: conheça a infecção rara que ataca a região genital e pode ser fatal
Síndrome de Fournier: conheça a infecção rara que ataca a região genital e pode ser fatal (Foto: reprodução/Freepik)

Sintomas e tratamento

Os sintomas mais característicos são dor intensa, desproporcional à aparência da lesão, além de inchaço, vermelhidão de rápida progressão, formação de bolhas e mau cheiro decorrente da necrose. Exames laboratoriais e de imagem ajudam a confirmar a extensão do quadro, mas o início do tratamento não deve ser adiado pela espera de resultados definitivos, “dada a rápida evolução da doença”.

O tratamento inclui cirurgia de remoção do tecido necrosado, uso de antibióticos intravenosos de amplo espectro e suporte hospitalar intensivo. Em casos graves, pode ser necessária a amputação parcial da região afetada. A taxa de mortalidade média é de 7,5%, mas aumenta em situações de sepse e falência de órgãos. “A síndrome de Fournier é uma emergência médica. Sem intervenção imediata, pode evoluir para choque séptico e levar ao óbito”, alerta.

A prevenção envolve higiene íntima adequada, controle de doenças crônicas como diabetes, atenção a infecções urinárias e cuidado com ferimentos ou cirurgias na região. Reconhecer os sinais iniciais e buscar atendimento médico imediato é essencial para reduzir o risco de complicações.

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