De 10 a 13 de abril, Salvador (Bahia) abrigará um dos principais encontros de articulação política da população trans negra no Brasil. Trata-se do 10º Encontro Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros, promovido pelo Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros (Fonatrans), que reunirá representantes de instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil de todas as regiões do país.

A programação tem como sede principal o Bahiamar Hotel, no Jardim de Alah, e se estende ao Casarão da Diversidade e ao Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CPDD/LGBT), ambos localizados no Pelourinho, e à área do Dique do Tororó. A cerimônia de abertura ocorrerá na quinta-feira (10), às 18h, com presença confirmada de Symmy Larrat, secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), e Felipe Freitas, secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia.
Mais do que uma agenda de discussões temáticas, o encontro visa uma escuta qualificada das experiências vividas por travestis e transexuais afro-brasileiros, em sua maioria alvos de múltiplas formas de discriminação. A partir desse diálogo atento, pretende-se consolidar propostas de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e de gênero, à valorização da identidade trans e à reparação histórica frente às recorrentes violações de direitos.
Ao longo dos dias 11 e 12, serão promovidas mesas de debate, rodas de conversa, oficinas, além de manifestações artísticas que reforçam o papel da cultura como ferramenta de resistência e afirmação. As pautas em destaque incluem prevenção às infecções sexualmente transmissíveis, combate à violência institucional, inclusão no mercado de trabalho e acesso à educação formal.
Na sexta-feira (11), os participantes terão a oportunidade de conhecer a atuação do Casarão da Diversidade e do CPDD/LGBT, duas estruturas da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado da Bahia que oferecem suporte jurídico, psicológico, pedagógico e social à população LGBTQIA+. Os espaços também desenvolvem ações de formação, como cursos preparatórios para o ENEM e para o Encceja, voltados especialmente a pessoas trans.
O encerramento ocorrerá no domingo (13), com uma intervenção cultural aberta ao público no Dique do Tororó, fortalecendo os laços entre as lideranças presentes no encontro e a comunidade local, num gesto de partilha simbólica das pautas discutidas.
Os números evidenciam a urgência do tema. De acordo com o Painel da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do MDHC, apenas entre janeiro e o início de abril de 2025, foram registradas 164 denúncias e 1.007 violações de direitos contra pessoas LGBTQIA+. Esses dados reforçam o entendimento de que travestis e pessoas trans negras ocupam posição de extrema vulnerabilidade social e institucional, exigindo ações específicas do Estado e da sociedade civil.
O encontro conta com o apoio de diversas secretarias estaduais da Bahia — Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Educação (SEC), Saúde (Sesab), Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Cultura (Secult), Turismo (Setur) —, além da Coordenação Geral de Políticas de Juventudes (Cojuve) e do próprio Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Serviço
10º Encontro Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros
Data: 10 a 13 de abril de 2025
Locais: Bahiamar Hotel (Jardim de Alah), Casarão da Diversidade e Dique do Tororó
Abertura oficial: 10 de abril (quinta-feira), às 18h
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