Alexander Skarsgård tem usado a turnê de divulgação de “Pillion” para ir além da promoção de um novo filme. O ator sueco, conhecido por papéis em obras como True Blood e Big Little Lies, apareceu em Zurique com uma camisa de seda estampada com dildos, lubrificantes e plugs anais — peça da coleção primavera 2025 da marca italiana Magliano, cuja estética é influenciada pela cultura gay da Bolonha dos anos 1980 e 1990.

A escolha do figurino, longe de ser apenas visual, reflete a temática do longa. No filme dirigido por Harry Lighton, Skarsgård interpreta Ray, líder de um clube de motociclistas que inicia Colin (Harry Melling) em uma relação de dominação e submissão. A obra, produzida pela A24, estreia nos cinemas em 2026.
Durante o Festival de Cinema de Zurique, Skarsgård falou sobre o envolvimento com o projeto e sua própria vivência. “Não sou o Ray, mas tenho um pouco de experiência nesse mundo. Sei que a forma como o BDSM costuma ser retratado, como em ‘Cruising’, é muito distorcida: algo sombrio, perigoso, quase assassino. Mas não é essa a realidade”, disse o ator, ao citar o filme estrelado por Al Pacino nos anos 1980.
Em entrevistas recentes, Skarsgård também comentou que o passado pessoal — incluindo relacionamentos com homens e mulheres — não era o ponto principal da atuação. “Tenho um filho, e o que fiz ou com quem estive não importa tanto aqui. O que me atraiu foi a chance de contar uma história sobre uma subcultura raramente retratada com autenticidade”, afirmou.

No talk show The Late Show with Stephen Colbert, o ator descreveu o personagem Colin como “meu namorado slash escravo sexual slash mordomo”, dando o tom do erotismo e da complexidade afetiva do filme. Ele também mencionou cenas de luta corporal nu e sexo gráfico, mas frisou que a intenção era mais emocional que provocativa.
“Filmamos cenas muito mais gráficas do que as que você viu agora”, revelou. “Mas você não mostra um close de um pênis só porque pode, pelo choque. Existe uma medida. Não se trata de mostrar homens transando ou não, mas sim de respeitar a história.”
O elenco contou com a participação de membros reais do grupo britânico Gay Bikers Motorcycle Club (GBMCC), incluindo o motociclista Paul Tallis, que usou uma pup mask na estreia do filme em Cannes. “Depois da exibição, o Paul já estava com a máscara. Tivemos uma festa conjunta com um filme nigeriano — onde a homossexualidade é ilegal — e estavam lá diplomatas, políticos e os nossos gays de couro com harnesses e pup play. Foi algo bonito de ver”, relatou Skarsgård.

O diretor Harry Lighton foi elogiado pelo ator pela forma como conduziu as filmagens. “Ele não usou luvas de seda para contar essa história. A abordagem não foi reverente demais, e sim compassiva, honesta, até um pouco desajeitada. O sexo pode ser engraçado, e às vezes constrangedor. E tudo isso está lá.”
Skarsgård finaliza dizendo que o roteiro o fisgou desde o início: “Lembro da logline: ‘um rapaz reservado conhece Ray, de uma gangue de motociclistas gays com fetiches, e começa uma história de amor estranha e bonita’. Liguei para meus agentes e disse: ‘Quero conversar com esse maluco agora’.”
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