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O ator Rock Hudson foi um dos maiores galãs da Era Ouro de Hollywood, fazendo uma legião de mulheres do mundo inteiro “suspirarem” com seus personagens no cinema, onde  fez de tudo: comédias, dramas e faroestes, se encaixando em diferentes personagens. Entretanto, na vida real, o ator de 1,96m também “interpretava” um personagem, o galã heterossexual que o mercado exigia que ele fosse.

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Rock Hudson – crédito: reprodução

Hudson nasceu em Illinois no ano de 1925. Filho único da telefonista Katherine Wood e do mecânico de automóveis Roy Harold Scherer, antes do sucesso teve várias profissões, inclusive foi motorista de caminhão e mecânico de manutenção de aeronaves para a Marinha dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Para realizar o sonho de ser ator, se mudou para Los Angeles, ficando constantemente na porta dos estúdios tentando uma oportunidade. Ele foi descoberto por um agente que trocou o nome de para Rock Hudson – seu nome de batismo era “Roy Harold Scherer Jr.”, mas após sua mãe casar com seu padastro, Roy foi rebatizado como “Roy Fitzgerald”.

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Rock Hudson em 1954 – crédito: reprodução

O primeiro papel no cinema foi em 1948 em “Sangue, Suor e Lágrimas”, onde desempenhou um papel pequeno. Depois de oito filmes, em 1951, veio a oportunidade de mostrar seu talento em “The Fat Man” (traduzido para o Brasil como “Crime no Circo”), vindo sua fama. Em seguida, atuou em filmes de faroeste, conquistando fama e dinheiro.

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Rock Hudson – crédito: reprodução

Entre 1952 e 1954, Hudson atuou em diversos filmes e consolidou seu nome em Hollywood. Nesse período também que surgiram os primeiros boatos de sua homossexualidade, mas para “abafar” as fofocas, por recomendação de seu agente acabou casando com a secretária Phyllis Gates. O casamento não durou muito tempo e Gates pediu o divórcio em 1958 alegando ‘crueldade mental’, recebendo uma pensão generosa durante uma década.

Rock Hudson e Phyllis Gates – crédito: reprodução
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Rock Hudson – crédito: reprodução

Ainda na década de 1950, atuou no clássico “Assim Caminha a Humanidade” ao lado de James Dean e Elizabeth Taylor, que se tornou sua grande amiga.

Em 1958, ele desembarcou sozinho no Brasil para curtir o Carnaval carioca, tendo recebido a maldosa faixa “Princesa do Carnaval” – que usou sem saber o real significado. O astro não se pronunciou sobre o episódio homofóbico e retornou ao país em 1973, novamente para curtir o carnaval. Quem teve a chance de conhecê-lo de perto foi a atriz Ilka Soares, que atuou em diversas novelas na TV Globo.

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Rock Hudson – crédito: reprodução

No cinema, também fez várias comédias românticas ao lado de estrelas da época como Doris Day e Julie Andrews. A partir da década de 1970, sua popularidade começava a cair, uma vez que já não era escalado para papéis de personagens jovens, e seu trabalho acabou migrando para a televisão.

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Rock Hudson no Rio – crédito: reprodução

Em 1984, Rock Hudson foi diagnosticado como HIV+ e viajou para diversos países em busca de tratamento, mantendo em segredo seu diagnóstico para que não atrapalhasse sua carreira.

Rock Hudson no Brasil - crédito: reprodução
Rock Hudson no Brasil – Reprodução

Em 1985, durante uma participação em um programa de TV, sua aparência física levantou suspeitas que estivesse com problemas de saúde. No mesmo ano, após sofrer um colapso em um hotel em Paris, seu agente confirmou que ele era HIV+ após a imprensa especular bastante sobre o assunto. O agente afirmou que começou o ator começou a viver com o vírus após uma transfusão de sangue em 1981. Rock Hudson foi uma das primeiras celebridades de Hollywood a ter sua sorologia revelada.

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Rock Hudson – crédito: reprodução

O ator morreu dormindo em sua mansão em Beverly Hills no ano de 1985, deixando boa parte de sua fortuna para a instituição que pesquisava tratamentos para o HIV presidida pela sua amiga Elizabeth Taylor. A outra parte foi doada para o seu secretário particular que vivia com o namorado.

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Rock Hudson – crédito: reprodução

Logo após o falecimento de Hudson, Marc Christian foi à imprensa declarar que namorava o ator desde 1962 e contestou o testamento, clamando por parte da herança. Christian alegou que ambos tiveram relações sexuais mesmo após o diagnóstico positivo do HIV de Hudson e, embora o exame de Christian tenha dado negativo, afirmou ter sofrido um grande estresse emocional com a possibilidade de ter sido infectado, considerando que ele não sabia da sorologia do ator.

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Rock Hudson e Marc Christian – crédito: reprodução

Em 1989, Christian recebeu 5,5 milhões de dólares da herança do Hudson. No entanto, alguns rumores na época apontaram que em 1962, Hudson estava se relacionando com Lee Garlinton, que trabalhava como corretor de ações, e ambos romperam três anos depois em função da notoriedade do ator. A série Hollywood da Netflix abordou a vida do galã que manteve sua sexualidade no armário.

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Rock Hudson – Reprodução

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