O ator sueco Alexander Skarsgård é o destaque da edição de Primavera/Verão 2026 da AnOther Magazine, que celebra 25 anos. Na entrevista, ele falou sobre seu novo trabalho no cinema enquanto posava para um ensaio fotográfico usando, entre outras peças, shorts curtos com estampa de leopardo.

Skarsgård protagoniza o filme “Pillion”, dirigido por Harry Lighton. No longa, ele interpreta Ray, líder de uma gangue de motoqueiros gays que se envolve em uma relação de dominação e submissão com Colin, personagem de Harry Melling.
Durante conversa com o jornalista Jack Sunnucks, Skarsgård comentou que subculturas ligadas a fetiche e dominação costumam ser retratadas de forma ameaçadora no cinema, e citou “Cruising” como exemplo de narrativa que associa esse universo a perigo constante: “É tão explícito que chega a ser desagradável. ‘Cruising’ é um filme sensual, e ‘Pillion’, para mim, teve seus momentos, mas me lembrou das pessoas que eu já vi usando roupas de couro, motoqueiros, que geralmente têm corpos normais. Só que por acaso estavam usando coleiras de cachorro e se arrastando de quatro”, contou.
Segundo o ator, “Pillion” busca outro caminho. Ele descreveu o projeto como “irreverente, divertido e charmoso”, destacando que o diretor tratou o tema com curiosidade e respeito. “Parecia irreverente, divertido e charmoso, e eu realmente me importei com esses caras, esse casal. É tão raro ler algo totalmente original que me faça pensar: ‘Nunca vi essa representação de nenhuma subcultura antes’”, afirmou.
Alexander Skarsgård destaca cenas íntimas
Skarsgård também falou sobre as cenas íntimas do filme, que ganharam atenção por serem explícitas. Ele explicou que, no set, a intenção foi tratar os momentos com seriedade para manter a coerência dos personagens. “O Ray não está rindo. Teria estragado a cena se ele estivesse dando risadinhas”, afirmou.
Ao comentar uma das primeiras sequências entre Ray e Colin, ambientada em um beco, o ator disse que foi importante estabelecer a dinâmica de poder logo no início. “É a primeira vez para Ray e Colin – era importante acertar o tom, porque queríamos que ficasse bem claro qual era a dinâmica, a relação sub-dom. E que Ray é incrivelmente reservado, não se apresenta até depois do ato”, contou o ator.
Após as primeiras gravações, a equipe ajustou o tom para evitar que a cena ficasse excessivamente pesada, buscando equilíbrio na montagem final: “E quando fizemos a primeira tomada, eu fui um pouco mais incisivo, eu acho – não o maltratando, mas falei ainda menos e mostrei fisicamente o que eu queria que ele fizesse. E [n]a cena do sexo oral […] ele estava engasgando um pouco mais e eu estava segurando o cabelo dele. Foi bem interessante porque, depois disso, nos reunimos e todos sentimos que ficou pesado demais”.

Controle e vulnerabilidade
Para Skarsgård, o filme também aborda controle e vulnerabilidade. Ele observou que o protagonista Colin vive um momento pessoal difícil e encontra na relação regras claras e limites definidos, algo que contrasta com a instabilidade de sua vida fora dali.
“Acho que Ray, na primeira cena no bar, consegue perceber isso do outro lado do salão – que ele é potencialmente uma opção interessante. Eles nunca conversaram, mas o jeito como Ray se aproxima, o olhar, as moedas que coloca no balcão… Ele percebe que Colin está um pouco perdido e que esse tipo de relacionamento pode lhe interessar”, afirma.

Hétero interpretando gay
Questionado sobre a discussão em torno de atores heterossexuais interpretarem personagens gays, o artista afirmou que a escolha de participar do projeto esteve ligada ao tipo de história que seria contada. “Que tipo de projetos você quer lançar no mundo?”, questionou.
Ele acrescentou que considera mais relevante avaliar se a representação é autêntica e diversa do que exigir que artistas exponham aspectos da vida privada para justificar papéis. “Às vezes, acho que é bom focar menos no ator e mais no personagem que ele interpreta”, disse.
Skarsgård também declarou que é positivo viver em um período em que mais pessoas se sentem à vontade para expressar suas preferências. “É ótimo que estejamos vivendo em uma época em que mais pessoas se sentem à vontade para expressar suas preferências sexuais”, afirmou.
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