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Juliette Freire, que está confinada no Big Brother Brasil 21, conversou com Gilberto Nogueira sobre seu comportamento, argumentando que ele não precisa ser uma “b1ch4 escandalosa” para se impor.

“Uma b1ch4 para se impor, ela não precisa escandalizar nada. Você acha legal esse estereótipo?” – disse Juliette.

“Eu falei, eu, a b1ch4, tem que ficar calada” – respondeu Gil.

“Então, a b1ch4 tem que reagir (…) mas para ser ouvida, a b1ch4 não precisa bater palmas e gritar (…) o que eu quero lhe dizer como amiga é: eu não quero que você seja visto como b1ch4 escandalosa. Eu quero que você seja visto como b1ch4 f***” – disse Juliette.

O comentário de Juliette acabou dividindo a opinião dos internautas.

“Alguém tem que avisar para ela que as b1ch4s escandalosas também podem ser f****. F**** e escandalosas” – disse o perfil identificado como Vidente sem Tarot, no Twitter.

“O que eu acho que ela quis dizer é que se ele se descontrolar, ele vai ser visto apenas como a b1ch4 escandalosa, e aí mesmo quando ele tiver certo, ele acaba perdendo a razão por isso. Não?” – questionou o perfil identificado como Verô.

BBB21: Juliette diz a Gil que não quer vê-lo como "b1ch4 escandalosa"
Reprodução

Afeminofobia: o problema não é ser gay, mas afeminado

Segundo o artigo “Afeminação, hipermasculinidade e hierarquia”, a afeminação pode ser compreendida como um elemento de autoidentificação de pessoas, nomeável de identidade pessoal, referindo-se a um processo identitário interno ou como identidade social, no sentido da identificação com determinado grupo ou enquanto categoria social, externa ao sujeito, quase imposta.

“A antiafeminação é um desdobramento da homofobia (social e internalizada), do sexismo e da heteronormatividade. É também um fenômeno que, de forma semelhante à homofobia internalizada, apresenta indícios de introjeção, visto que a rejeição do feminino e o processo de valorização cultural da hipermasculinidade são normas majoritárias” – diz o artigo.

Apesar de ser observada no campo da orientação sexual, o artigo defende que o conceito de afeminação está mais ligada às normas de gênero.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".