O filme “Beautiful Evening, Beautiful Day”, dirigido por Ivona Juka, foi escolhido para representar a Croácia na corrida por uma indicação ao Oscar de Melhor Longa-Metragem Internacional. O drama histórico aborda a luta de cineastas gays por liberdade artística na antiga Iugoslávia durante os anos 1950, em meio à repressão do regime comunista de Josip Broz Tito. Texto contém informações do portal Queerty.

Iugoslávia dos anos 50 e cineastas gays
A trama segue Lovro (Dado Ćosić) e seus colegas cineastas Nenad (Djordje Galic), Stevan (Slaven Doslo) e Ivan (Elmir Krivalic), veteranos da resistência antifascista que, anos após a Segunda Guerra Mundial, enfrentam perseguições devido à sua orientação sexual e críticas políticas em suas obras cinematográficas. Sob vigilância do Agente Emir (Emir Hadzihafizbegovic), eles encaram uma luta pela sobrevivência e pela expressão artística.
O filme também retrata um período sombrio da história LGBTQIA+, destacando o envio de mais de 500 homens gays para a colônia penal Goli Otok, conhecida como “Ilha Árida”, onde muitos não sobreviveram às condições brutais. A diretora Ivona Juka revelou que o projeto é uma homenagem pessoal, inspirada em um parente próximo que foi perseguido por sua homossexualidade na Iugoslávia.

“Somos de uma família muito progressista. Mas em nossa família, um membro muito próximo e querido foi perseguido e torturado. Crescemos cientes de que ser gay era muito, muito difícil. Este filme é uma carta de amor para ele e sua geração”, declarou Juka ao Deadline. Para construir o enredo, ela conduziu pesquisas aprofundadas sobre a época, incluindo entrevistas com poucos sobreviventes da colônia penal, muitos ainda marcados pela experiência.
Desafios na produção do longa
Durante a produção, Juka enfrentou resistência na escalação de atores para cenas íntimas gays. “Tive conversas enormes com algumas grandes estrelas sérvias que tinham um problema com as cenas de amor”, diz Juka. Eles estavam tentando me fazer cortá-las… Eu disse não sem pedir desculpas. Mostrar essas cenas debaixo dos lençóis, com um beijo e um abraço, não seria mover a agulha. Censurar essas cenas teria sido contra essa história”, afirmou.
A campanha do filme também enfrentou desafios financeiros. Segundo a diretora, a produção recebeu uma bolsa significativamente menor para sua promoção ao Oscar, levantando suspeitas de discriminação devido ao conteúdo LGBTQIA+.
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