Marcelo D2 de volta ao Twitter é a melhor coisa que poderia ter acontecido

Cês tão pronto para um rolé? Cês tão pronto pronto mesmo? Para rolé por qualquer banda?

MINHAS LETRAS, MINHAS REGRAS

marcelo d2
Minhas letras, minhas regras

E TEYLE E ZAGA

Adorei escrever TEYLE com Y!

RACISTAS NÃO PASSARÃO

https://twitter.com/Marcelodedois

D2 SABE DO QUE O BRASIL PRECISA

Casa

SOBRE A FILHA DO EDUARDO CUNHA APOIAR OUTRO CANDIDATO

EITA

Em meio de inúmeros posts odiosos na internet gastando os termos “fake news”, “candidato acena” e “desserviço”, algo bom aconteceu nesta terça-feira: retornou ao Twitter quem vai dar jeito no Brasil. O carioca Marcelo Maldonado Peixoto, mais conhecido como Marcelo D2, acabou de lançar o álbum AMAR é para os FORTES e apareceu nas redes sociais para dar umas aulas de liberdade de expressão.

Se nos dias de hoje falar em maconha é tabu, em 1994 era muito mais. Marcelo D2 surgiu no cenário musical com o disco “Usuário”,  com a banda Planet Hemp. O disco de estreia era de um autêntico hip hop made in Brazil com músicas que discutiam a discriminação da maconha e a liberdade de expressão. O segundo CD, “Os Cães Ladram mas a Caravana Não Pára”, de 1996, já tinha uma temática mais abrangente, com uma visão social do Rio de Janeiro, das chacinas e da polícia.

Em Brasília, em novembro de 1997, os integrantes da banda foram presos pela Polícia Civil após se apresentarem para 7.000 pessoas. Eles foram presos em flagrante acusados de fazer apologia do uso da cannabis. De acordo com o delegado titular da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, Eric Castro, a Polícia Civil do Distrito Federal vinha estudando as letras das músicas do Planet Hemp havia um ano. Segundo Castro, a polícia chegou à conclusão de que os músicos incentivavam o uso da droga e que poderiam ser enquadrados em dois artigos da Lei de Entorpecentes (6.368), pela apologia (artigo 12) e pela associação de pessoas para uso de drogas (artigo 18). O grupo foi solto dias depois por uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal que encontrou erros técnicos no flagrante que os levou à prisão.

Na época, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) achava que a prisão da banda iria apressar a votação no Senado do projeto, já aprovado na Câmara dos Deputados, que descrimina o uso da maconha. ”O episódio vai possibilitar que haja uma nova política de drogas mais rapidamente.”

D2 disse que o grupo seguiria defendendo a liberação da maconha e não iria alterar a linha das letras das músicas. ”A gente não vai amolecer.” O cantor, ainda disse que nos cinco anos de carreira a banda nunca apareceu tanto em meios de comunicação. ”Nem no lançamento dos discos foi assim.” E agradeceu a publicidade.

Em agosto deste ano foi divulgado o trailer do filme de sua vida “Legalize Já”: