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Em entrevista à coluna Leo Dias, publicada na última quarta-feira (8), a cantora Ludmilla falou sobre o preconceito que sofre por ser uma mulher, mesmo nos dias atuais. Entretanto, a artista diz que não sente a necessidade de fazer “textão” na internet.

À Leo Dias, Ludmilla disse: “Sinto a leveza e o peso de ser uma mulher gay em um cenário musical brasileiro nos dias de hoje. Não sinto a necessidade de ficar fazendo textão, pois já é uma vivência minha. Sou casada com uma mulher, naturalmente vou postar ela ali no meu Instagram”.

(Foto: Reprodução/ Instagram)

Sobre o preconceito na internet, a artista diz que consegue manter o controle em suas redes sociais, mas sofre muitos ataques em outras publicações que citam o seu nome. “Eu posso tá salvando um cachorro de um incêndio… vai ter [comentário] homofóbico, racista. Vai ter gente que não gosta de mim também”, conta ela.

Os ataques sofridos ao longo da carreira levaram Ludmilla a buscar terapia. “Já abalou muito. Hoje não mais, pois comecei a me aprofundar no assunto, faço terapia, estou muito ocupada e não tenho tempo para me preocupar com isso. Mas já sofri muito e saí do Instagram por isso. Comecei a fazer terapia por conta dos comentários em rede social. Hoje ela é minha prioridade e faz tanta diferença” revela a cantora.

Numanice

Em entrevista ao Léo Dias, Ludmilla aproveitou para falar sobre o “Numanice”. Devido a pandemia de Covid-19, a cantora aproveitou o tempo para lançar o EP “Numanice”, que bombou na internet. Agora, o projeto virou um show que ela planeja levar para todo o Brasil no próximo ano.

Segundo Ludmilla, o show “Numanice” é completamente diferente de seus outros projetos, pois começa de meio-dia e a cantora entra no palco no final da tarde. Em um show de três horas, a cantora leva muito pagode e ainda um pouco de funk.

Ludmilla e Gloria Groove no primeiro show presencial do projeto “Numanice” (Foto: Reprodução/ Instagram)

“A experiência do ‘Numanice’ ela é incrível! Ele é um show de pagode de três horas e aí no meio dessas três horas, eu entro como Ludbrisa, que é uma DJ que eu inventei. E aí taco fogo no funk… E é um projeto totalmente Open Bar, eu botei Open Bar até na porta do banheiro… É uma experiência incrível, única!”, explica Ludmilla.

Em entrevista ela ainda diz: “É um projeto a parte. Não é o ‘Hello Mundo’, você não vai ver um show de Pop, você não vai ver as bailarinas, é um show a parte, mas assim, é uma estrutura do c**alho!”. Ludmilla acrescenta: “O ‘Numanice’ ele é tipo um artista. Se você quiser contratar o ‘Numanice’, ele só vai com a estrutura inteira!”.

A próxima edição do “Numanice” já está marcada e acontece no Carnaval 2022, no sábado das Campeãs do Carnaval do Rio de Janeiro.

Ludmilla tocando funk no “Numanice” (Foto: Reprodução/ Instagram)

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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)