Nesta sexta-feira (04), o músico, jornalista e escritor Thiago Teodoro lançou a música “A História de Amor Mais Antiga do Mundo“, inspirada na “Epopeia de Gilgamesh“. Essa obra, considerada um dos textos mais antigos do mundo, narra a relação entre Gilgamesh, um rei sumério, e Enkidu, inicialmente seu adversário. O clipe da música pode ser acessado em todas as plataformas digitais.

A canção de Teodoro explora aspectos homoafetivos deste épico, buscando resgatar uma perspectiva histórica da homossexualidade. O clipe “A História de Amor Mais Antiga do Mundo” foi lançado em um momento importante de discussões sobre sexualidade e identidade. A música usa partes da ‘Epopeia de Gilgamesh‘ para fazer as pessoas pensarem sobre como o amor e a aceitação mudaram ao longo do tempo.
Assista ao clipe abaixo:
Thiago Teodoro destaca processo criativo
Em entrevista concedida exclusivamente ao Gay Blog BR, Thiago comentou sobre o processo de criação do clipe e os motivos que o levaram a escolher o tema antiguidade e as relações homoafetivas possíveis da época. Segundo ele, “eu trabalho com resgate da história da homossexualidade há alguns anos. E toda vez que me deparo com algo grandioso sobre o passado LGBT+, não me contento em apenas escrever sobre isso ou gravar vídeos. Eu preciso transformar em arte, porque arte faz a mensagem entrar no coração e mente das pessoas de uma forma incomparável“.
Thiago ainda comentou sobre suas outras obra, “Antínoo“, que conta sobre um antigo deus gay romano, e “A Banda Sagrada de Tebas“, que aborda sobre o exército gay que existiu na Grécia. “Durante meu processo de investigação para escrever meu próximo livro sobre história da homossexualidade, eu me deparei com novas descobertas a respeito das tabuinhas originais da ‘Epopeia de Gilgamesh’ e não tive dúvidas: eu precisava transformar o romance de Gilgamesh e Enkidu em arte!“, afirmou.
Thiago explicou que, após entrevistas com tradutores da “Epopeia de Gilgamesh” e outras obras antigas, percebeu a necessidade de contar essas histórias, já que os tradutores, não sendo LGBT+, não assumiriam essa responsabilidade. “Eles não são pessoas LGBT+; tem que se estar na pele pra estar disposto a sangrar. Desde então, eu não apenas comecei a escrever meu próximo livro, como também comecei a trabalhar na trilha sonora para o livro. Assim nasceu a música ‘Deus Não Odeia Gays’ e, agora, ‘A História de Amor Mais Antiga do Mundo’“, contou.
A canção faz parte de uma experiência imersiva, com QR Codes no livro, permitindo que leitores se sintam dentro da narrativa. “Todo o processo de criação da nova canção foi pensando na cena do livro em que essa canção surgirá impressa em forma de QR Code. Isso ajuda o leitor a se sentir dentro da cena, como que em uma experiência imersiva“, completou.

Por fim, Thiago comentou sobre a seleção dos trechos do livro para inserir na sua canção. O artista comentou que estudou a “Epopeia de Gilgamesh” várias vezes antes de iniciar a escrita de sua próxima obra. Ele destacou um trecho específico onde a deusa fala sobre o amor entre dois homens. Segundo ele, esse diálogo de 4 mil anos reflete como a sociedade da época enxergava a homossexualidade de forma natural e digna, desmentindo narrativas modernas. “E é esse papel de resgate histórico que eu faço em minhas canções e livros“.
“O diálogo entre Gilgamesh e a deusa sempre me faz ficar até arrepiado de tão impactante. Impactante não apenas no sentido emocional, mas histórico. Pois o conteúdo transformado em linguagem mitológica refletia a forma como aquela sociedade via o que hoje chamamos de homossexualidade. Estamos diante de uma deusa (representando os símbolos de autoridade sumérios) dizendo: ‘Isso com o que você está sonhando é um homem. Você vai amá-lo mais do que como amigo. Você vai ficar excitado por ele e vai desejá-lo como homens desejam mulheres. E eu mesma vou unir vocês dois’“.
Teodoro tem um histórico de engajamento em temas que envolvem a representatividade LGBTQIA+ na história. Sua carreira musical inclui outras canções que abordam a temática gay, como “Deus Não Odeia Gays” e “Antínoo“. Além de sua atuação na música, ele também é autor de obras literárias como “A Banda Sagrada de Tebas“, que discute a homossexualidade em contextos históricos pouco explorados.
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