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Após 15 anos atuando em filmes, séries e peças, a atriz Natália Lage retorna para a televisão na novela “Um Lugar Ao Sol”, da Rede Globo. Na trama ela interpreta Gabriela, uma obstetra que em breve viverá uma relação homoafetiva com uma paciente, Ilana, personagem de Mariana Lima. A história se desenrola em meio a um término de casamento e o nascimento de um filho.

Em entrevista à Universa, Natália defendeu que as novelas tenham cada vez mais personagens LGBTQIA+ e disse que a história “vai mexer com os brios conservadores”. Entretanto, a atriz confessou  que está “apreensiva” com a reação do público diante da relação das personagens em  “Um Lugar Ao Sol”.

Natália Lage (Foto: Reprodução)

“Achei que a gente tinha andado com esse assunto no Brasil, que estava caminhando para frente, mas, por conta desse governo [de Jair Bolsonaro (PL)], voltamos 40 anos na história. De repente, posso ser xingada na rua por esse papel, mas estamos aqui para isso: para levantar o debate”, pontuou Natália à Universa.

A atriz também disse que tomou cuidado na hora de elaborar a personagem para que não parecesse caricata. “As personagens vão viver uma história de amor muito bonita, que merece ser contada. Para isso, eu, a Mariana Lima, a Lícia [Manzo, autora da novela] trabalhamos para trazer essa história da maneira mais humana possível, tentando naturalizar o discurso”, lembrou ela.

Na história das telenovelas brasileiras, casais homoafetivos formados por mulheres sofreram rejeição do público, como nas novelas “Torre de Babel” (1998) e “Babilônia” (2015). Questionada pela Universa sobre o risco das personagens serem rejeitadas, ela diz: fico apreensiva, curiosa para saber como as pessoas vão se manifestar, porque além da relação entre as duas mulheres, a personagem da Mariana Lima acabou de ter um filho. Vai mexer com os brios conservadores, mas estamos aqui para levantar essas questões, abrir o debate”.

Mariana Lima viverá par romântico com Natália Lage (Foto: Reprodução)

Em “Um Lugar Ao Sol”, as mulheres são maioria entre as roteiristas e a trama tem sido elogiada pela forma que aborda a violência obstétrica e a sexualidade feminina. “É maravilhoso ter esse time de roteiristas mulheres construindo essas histórias tão delicadas, como a relação de duas mulheres que começa depois de uma separação, com filhos. Não são duas jovens que estão ali para dar uns beijinhos, é uma trama mais delicada”, explicou a atriz.

“A gente teve Janete Clair em algum momento, depois a Glória Perez, mas até então não eram muitas as autoras. Tem que ter mais mulher, mais preto, mais LGBTQIA+, abrir espaço para todo mundo, para que a gente tenha uma sociedade com menos preconceito. Quando as coisas se naturalizam, a gente vai aprendendo a lidar melhor com as diferenças”, pontuou Natália à Universa.

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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)