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No próximo sábado (20), a cantora e apresentadora Pepita, 41 anos, será coroada rainha de bateria da escola de samba Unidos de São Lucas. A cerimônia de coroação acontecerá na quadra da agremiação, localizada na zona leste de São Paulo.

Pepita será coroada rainha de bateria da Unidos de São Lucas
Pepita será coroada rainha de bateria da Unidos de São Lucas (Foto: divulgação)

O convite para Pepita ocupar o posto de rainha de bateria veio após seu desempenho como madrinha da escola no Carnaval de 2024. A cantora expressou sua emoção ao aceitar a nova responsabilidade: “Estou extremamente honrada e emocionada com este convite. A bateria é o coração da escola e prometo dar o meu melhor para fazer deste Carnaval um momento inesquecível para todos nós que estamos envolvidos nessa festa popular tão linda“, declarou.

Eloina dos Leopardos começou a tradição

O posto de rainha de bateria tem uma história marcante no Carnaval brasileiro. Criado em 1976 por Eloina dos Leopardos, a travesti que desfilou na Beija-Flor de Nilópolis, o posto representa um marco importante na inclusão e diversidade dentro das escolas de samba. Atualmente com 80 anos, Eloina foi homenageada na Marquês de Sapucaí em 2023.

Pepita será coroada rainha de bateria da Unidos de São Lucas
Pepita será coroada rainha de bateria da Unidos de São Lucas (Foto: divulgação)

A coroação de Pepita ocorre em um momento de celebração para a Unidos de São Lucas, que conquistou o troféu do Grupo de Acesso 2 do Carnaval da Liga-SP. Esta vitória garantiu à escola uma vaga no prestigiado Grupo de Acesso 1 para o Carnaval de 2025, um avanço significativo na trajetória da agremiação.

Pepita é destaque no Carnaval 2024

Em 2024, a apresentadora foi destaque ao desfilar para três escolas: Tom Maior, Unidos de São Lucas e Grande Rio. Antes de entrar no Anhembi, Pepita conversou com o jornalista Júlio Boll, para o Gay Blog BR, sobre a importância desse momento.

Pepita desfilando pela Unidos de São Lucas (Foto: reprodução/Instagram/@pepita)

“Eu vivo num país que mais me mata, mais me consome. 29 de janeiro foi o Dia da Visibilidade Trans e a gente nunca consegue comemorar. Sempre tem uma mana que passa por uma transfobia, ou uma agressão, ou uma fala, ou uma atitude. Então, a única coisa que a gente pede para você que não sabe o que é amor, o que é respeito, o que é igualdade: deixa a gente viver. Eu não estou pedindo mais nada para você. Me deixa viver, deixa minha comunidade ser feliz, deixa eu alcançar os mesmos sonhos e desejos que você tem, porque, no final das contas, somos iguaizinhos. Eu sou igualzinha a você“, disse a artista.

Pepita ainda destacou o quanto o Brasil ainda está “engatinhando” no quesito responsabilidade, e comparou a evolução do país ao seu filho de, na época, 9 meses. “Hoje ele fala ‘papai, mamãe’, sabe o que é fruta… Eu acho que essa fala define o que eu acho sobre isso: a gente começou a engatinhar. Eu vejo que existe muito bloqueio”, completa. “Eu quero ver uma travesti porta-bandeira carregando um Pavilhão assim, com todo seu amor. Eu quero ver uma travesti comandando uma bateria. Ia ser maravilhoso”.

Em entrevista exclusiva, Pepita fala sobre sua participação na Parada SP, conquistas e maternidade




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