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Para quem assistiu ao documentário “Divinas Divas” (2016), dirigido por Leandra Leal, certamente conheceu Eloína dos Leopardos. Ao lado de amigas de longa data e veteranas do palco, como Jane di Castro, Rogéria, Camille K e outros grandes nomes, o filme aborda a primeira geração de travestis do Brasil.

Muito antes de se tornar a musa dos leopardos, Eloína foi a primeira rainha de bateria do carnaval carioca em 1976, quando sambou pela Beija-Flor de Nilópolis. Com isso, ela fez uma nova modalidade carnavalesca e seu lado artístico passou a caminhar “lado a lado” com a veia empresarial à frente de um badalado salão de beleza no Rio de Janeiro.

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Nascida em 13 de janeiro de 1937, Eloína foi criada no bairro do Catumbi, região central do Rio de Janeiro, e desde que tinha sete anos já deixava seu lado feminino aflorar, quando ainda se chamava Edson.

Aos quatorze, já trabalhava como camareira de vedetes em um conhecido teatro carioca, mas a grande oportunidade veio em 1966, quando ela foi convidada para dançar samba nas movimentadas casas noturnas de Copacabana. Ela também chegou a trabalhar no teatro e foi pioneira do naturismo no Brasil com a peça Luz Del Fuego.

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Em meados dos anos de 1980, ela cria um espetáculo envolvendo dança erótica e nu masculino com um grupo de rapazes com sede de fama e dinheiro, dando início ao sucesso A Noite dos Leopardos, que durou mais de uma década.

O espetáculo chegou a contar com presenças ilustres na plateia, como a cantora Liza Minelli e até mesmo a Madonna, que fechou a casa para assistir ao show.

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A rainha dos felinos, teve também um grande amor na vida, Germano Vezzani, vinte e um anos mais jovem, que trabalhou nos bastidores dos Leopardos, ele ainda chegou a fazer uma ponta como ator na novela global Transas e Caretas em 1984, vindo a falecer aos 39 anos em um acidente de carro no Rio de Janeiro.

Aos 74 anos, e vivendo em São Paulo, Eloína dos Leopardos é um dos nomes mais importantes da cena LGBT no Brasil.




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