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Lançado há mais de 25 anos, o filme Pânico ganhou uma nova versão no início de 2022. Mesmo após tanto tempo desde a primeira produção da franquia, muitos fãs ainda teorizam se os assassinos Billy Loomis e Stu Macher eram gays. Com informações do Splash Uol.

Personagens Stu e Billy de “Pânico” (1996) (Foto: Reprodução)

Kevin Williamson, roteirista do primeiro filme e produtor da franquia, revelou que os personagens realmente estavam inseridos em um relacionamento e foram inspirados no casal de assassinos da década de 1920, Nathan Freudenthal Leopold Jr. e Richard Albert Loeb.

“É meio homoerótico no sentido de que esses dois caras mataram alguém só para saber se conseguiriam se safar. E uma das razões que poderia fazer alguém seguir esse plano é estar secretamente apaixonado por aquela pessoa. Se você pesquisar sobre os dois, pensará: ‘Ok, é o mesmo de Billy e Stu'”, disse o roteirista, que também é gay.

O roteirista ainda admite que enquanto escrevia o primeiro “Pânico” (1996), se sentia “apreensivo em apresentar o meu lado gay em meu trabalho”, fazendo parecer que o lado queer de Billy e Stu fosse algo apenas codificado e até acidental. “Stu estava secretamente apaixonado por Billy? Talvez. Billy o manipulou? Provável. Nos resta cogitar. Billy estava orquestrando tudo e Stu o ajudou. Quais eram os sentimentos de Stu? Não sabemos”, provoca Kevin.

 

Neve Campbell, protagonista da primeira versão de “Pânico”, também concorda que os personagens viviam em um relacionamento homoafetivo. “São rapazes confusos. Talvez sua raiva venha de não poderem ser quem são. Stu amava mais o Billy do que o contrário? Com certeza”, disse a atriz ao ao site Pride Source.

O novo “Pânico”, que estreou nos cinemas brasileiros no último dia 13 de janeiro, conta com sua primeira personagem abertamente LGBTQ+, Mindy, interpretada pela também atriz queer Jasmine Savoy-Brown.

“Eu sei como é. Eu acho que jovens LGBTQ+ entendem esse elemento de sobrevivência que precisamos ter dentro de nós. E quando assistimos àquela garota se provando, enfrentando os desafios e salvando sua vida, acho que é algo que toda criança gay consegue se relacionar”, conclui Kevin, em entrevista ao The Independent.

Assista ao trailer da nova versão de “Pânico”

 




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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)