O espetáculo de dança-teatro “A Vida das Bonecas Vivas” está com data marcada para estreia no mês de novembro. Antes, haverá três lives relacionadas à montagem, sendo a primeira no dia 31 de agosto, às 19h, e as outras duas em setembro e outubro, em datas que serão divulgas posteriormente. Elas poderão ser acompanhadas através do Instagram oficial do diretor Dan Nakagawa e na A Vida das Bonecas Vivas.

No primeiro encontro, Dan Nakagawa falará sobre o processo de criação e construção de um espetáculo de dança-teatro, tendo o dramaturgista Lucas Vanatt como mediador.  Já o espetáculo em si, que terá temporada presencial prevista para 2021, é inspirado nas Living Dolls, uma comunidade global de homens que se vestem com máscaras, roupas de silicone e seios protéticos a fim de se transformarem em bonecas vivas.

Dan Nakagawa. Foto: Anderson Carvalho

Surgido nos anos 80, atualmente o movimento tem mais adeptos na Alemanha, Reino Unido e EUA, a montagem investiga questões existenciais, de identidade, filosóficas e artísticas na construção psíquica da personalidade em busca de um duplo, como forma de transcender a própria existência. E, pelas sutilezas, tensões cênicas e subjetivas, revela a maneira como a instauração dessa nova persona afeta a identidade e, por consequência, a dança do corpo transformado.

A Vida das Bonecas Vivas é um projeto viabilizado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC), de Produção e Temporada de Espetáculos Inéditos de Dança, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Lucas Vanatt. Foto: Divulgação

SERVIÇO

Live: O Processo de Criação e Construção de um Espetáculo de Dança-teatro
Com: Dan Nakagawa – Mediação: Lucas Vanatt
Data: 31 de agosto. Segunda, às 19h
Onde: Instagram – @avidadasbonecasvivas e @nakagawadan
Livre. Grátis. Duração: 1h.

Divulgação

SINOPSE 

Um homem de meia idade, em uma crise profunda de existência, decide viver uma nova experiência e contrata os serviços de uma inusitada agência japonesa, chamada La Buena Vista, que proporciona ao homem uma nova realidade: uma nova família, novos amigos, um novo amor e um novo nome: Margareth.

Ele, então, decide renascer no corpo de uma boneca viva, em um outro planeta chamado A Outra Terra, inspirado numa Tóquio futurista. Nesse planeta, ela vive toda a felicidade que esse simulacro de vida pode oferecer. A fantasia vivida é plástica, assume a poesia da dança e do musical até que a realidade esquecida venha encontrar Margareth na forma de seu duplo. Frente a frente com sua parte mais sombria, Margareth deve fazer a sua escolha.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".