GAY BLOG BR by SCRUFF

Yarley Ara, de 21 anos, viu a sua vida mudar completamente quando viralizou com um vídeo na companhia da irmã – Raíssa – de 9 anos, com o bordão “trava na beleza”. A popularidade trouxe milhões de seguidores para o digital influencer, que estava há quase oito anos tentando se destacar no competitivo meio virtual. O sucesso rendeu, também, retorno financeiro, e o cearense conquistou a casa própria, carro e abriu até uma loja virtual.

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Yarley  (Foto: Reprodução/ Instagram)

Natural de Fortaleza (CE), criado em uma família humilde, ele só tem a comemorar a consagração e vislumbra muito mais, como TV, cinema e teatro. Um de seus sonhos é se tornar ator, enquanto isso não acontece, ele menciona o desejo de participar do reality Big Brother Brasil.

Em entrevista ao GAY BLOG BR, o influenciador digital fala sobre fama, sucesso, e até sobre quem deu unfollow nele, sem perder o bom humor característico, garantindo que não é um personagem. Yarley foi vencedor do troféu Poc Awards 2021, na categoria “Agitador Social Virtual Homossexual“, pelo voto popular.

Yarley venceu a categoria “Agitador Social Virtual Homossexual” com 22% dos votos (Foto: Reprodução)

GAY BLOG BR: A que você atribui o seu sucesso? Dedicação? Originalidade?

Yarley: Acho que tem tudo! Acho que o sucesso não tem segredo… o segredo do sucesso é trabalhar, se dedicar, se esforçar e saber que você tem o seu diferencial. Se você chegou em algum lugar, é porque você tem um diferencial, e só você sabe qual é esse diferencial. Eu sei da minha capacidade, esforço, dedicação, do meu talento e foi com muito esforço, com muita originalidade; é um liquidificador de emoções, é como se fosse um combustível pra gente vencer cada dia mais.

GB: Você esperava ter todo esse sucesso? Pensou em alguma estratégia para chegar onde está ou tudo foi uma surpresa?

Yarley: Foi uma surpresa e aconteceu naturalmente. Meu sonho sempre foi ser ator e é hoje o meu maior sonho. Nunca pensei que eu fosse ficar conhecido no Instagram, famoso na internet, nunca pensei, mas foi de uma forma natural, e com muito esforço e força de vontade. Acho que a única estratégia que eu uso, é só de postar aquilo que tem a ver comigo, com a minha personalidade, com aquilo que eu acho legal, com aquilo que eu acho engraçado. Todo o conteúdo é pensado em mim, no que eu sou, no que eu quero, no que eu quero que as pessoas entendam.

GB: O que a fama como influencer digital te trouxe de melhor?

Yarley: Tudo tem um lado bom e ruim. Estou na internet tem oito anos e as pessoas costumam dizer “ah, do nada ele estourou”. Não! Faz oito anos que eu tento. Comecei no YouTube, depois passei para o Instagram e nunca fui conhecido em nada. Então, o que me trouxe de melhor é conhecerem a minha história, de onde vim, quais são os meus planos, e trouxe de melhor a minha voz, visibilidade e representatividade, porque eu não via na TV e na internet uma pessoa como eu: afeminada, colorida, de unhas grandes, gordinho, enfim.

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Yarley  (Foto: Reprodução/ Instagram)

GB: Em algum momento achou que poderia perder trabalhos por ser gay? Ou já sentiu que foi jogado de escanteio por conta disso?

Yarley: De jeito nenhum! Acho que quem perde são eles, né?! Eu sou isso. Não tem como eu viver uma coisa que eu não sou, esse é o Yarley: afeminado, gay. Eu me amo, me respeito, me valorizo, eu sei da minha capacidade, do meu trabalho, do meu esforço, da minha dedicação e, principalmente, eu sei da minha entrega. O meu trabalho não será medido pela minha orientação sexual, peso, cor… Não! Ele está ligado ao meu esforço e dedicação, e no meu trabalho eu me dedico demais. E eu nunca senti que fui jogado de escanteio por isso não, mas já senti isso pelas pessoas acharem que eu não sou bom o suficiente, então a gente tem um trabalho em dobro pra mostrar que a gente é bom sim. Eu vejo que as pessoas às vezes contratam, mas dizem “ah, será que eu vou gostar dela?” e não é sobre gostar ou não gostar, é sobre trabalho, eu estou lá para fazer o meu trabalho, eu não tô lá pra você gostar ou não de mim. Se você gosta ou não, isso é consequência, mas as pessoas confundem muito isso e em relação ao meu trabalho me dedico 100%.

GB: Você tem enviado áudios hilários pelo inbox do Instagram para várias celebridades. Quem já te respondeu? Foram boas respostas?

Yarley: Ah, eu amo! A maioria já me respondeu, mas, tipo assim, tem muita gente que leva no humor, porque é entretenimento, e eu não faço humor do tipo ‘conta uma piada’ não gente. Eu não sou humorista. Eu só faço humor para entreter, é aquele humor do momento, é aquele humor só para você achar graça, porque a gente já vive num mundo tão complicado, sério, burocrático… Vamos rir só de um momento que está todo mundo falando. Eu já recebi resposta e já recebi unfollow de pessoas, uma delas é a Pocah que hoje não me segue. A gente já teve até a oportunidade de se ver uma vez, lá na ‘Casa de Verão’ Gizelly Bicalho… eu fui tentar falar com ela, mas eu não tive um retorno bacana, mas eu super respeito o espaço do outro. Mas uma coisa que eu tenho a falar é só que não leve para o pessoal, é tudo entretenimento, é tudo humor. Eu não tenho nada, absolutamente nada contra ninguém de verdade, mas fora ela, todas as pessoas acham engraçado. O Fiuk me segue, ri, já respondeu; Viih Tube, eu e ela somos embaixadores de uma marca de chocolate, uma vez a gente riu muito disso, entre outros… Juliette, Gil do Vigor.

GB: Recentemente você ficou confinado no reality “Casa de Verão”, realizado pela Gizelly Bicalho. Como foi essa experiência? Você gostaria de participar de um reality show como o BBB?

Yarley: Amor, foi tudoooo! Me diverti tanto, me joguei, bebi, dancei, beijei na boca, acho que de umas oito pessoas, não da casa, mas é que tinha umas festinhas que rolava, aí chegava gente nova. Mas é uma coisa que sempre falo… já fui chamado pra participar de reality, mas foi um pra correr atrás de galinha, não amor, não vou correr atrás de galinha, porque de galinha já basta eu. Mas o meu maior sonho é, com certeza, e eu sempre deixei isso claro, é que eu quero participar do BBB sim, e eu quero ganhar um milhão e meio. Mas quero, principalmente, que as pessoas saibam da minha história, de onde eu vim e onde eu quero chegar. Não sou só um menino de 21 anos que faz humor na internet, eu tenho muito o que mostrar, e eu quero muito mostrar isso para as pessoas… mas o meu maior desejo é participar sim do reality BBB.

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Yarley  (Foto: Reprodução/ Instagram)

GB: Para quem vai sua torcida no BBB22?

Yarley: É complicado de dizer, porque toda semana é uma questão de amor e ódio, mas eu estava torcendo para o Vyni porque ele é daqui do Ceará, nordestino, conterrâneo. Mas tem a Linn da Quebrada que é maravilhosa, que eu amo e escuto demais as músicas dela, eu também estava torcendo pra Jade, mas não estou torcendo mais; e estou torcendo muito também para a Natália e pra Jessi. Mas a minha preferida é a Linn, ela é tudo pra mim, ela entrega, ela faz tudo.

GB: Quais seus planos para 2022? Os seguidores podem esperar por novos projetos?

Yarley: Vem aí projetos novos e 2022 vai ser o meu ano! Então, o que eu posso dizer para as pessoas, é que elas vão esperar versões do Yarley. Uma versão mais séria, empresária, de um menino marketeiro, de um menino “memeiro”, do humor. Eu sou isso sabe, eu não sou um personagem, o Yarley é exatamente isso que é na internet, e ele não é só uma pessoa, ele é várias versões e eu quero mostrar todas elas para as pessoas, podem esperar um Yarley mais 100% intenso, completo, entregue e total.

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Yarley  (Foto: Reprodução/ Instagram)

GB: Como você avalia o Brasil sob o comando de Bolsonaro?

Yarley: Triste, horrível, podre… aí meu Deus, não me sinto representado de nenhuma forma. Eu sinto medo… E uma coisa louca, quando eu tô aqui na minha cidade, em Fortaleza, eu me sinto bem, eu me sinto seguro, porque eu já conheço ‘tudo’, mas quando eu tô em São Paulo, a trabalho, eu não vou mentir para você, eu sinto medo de sair na rua, muito. Eu não me sinto representado… são falas maldosas, duras, pesadas, negativas. Não me sinto representado de nenhuma forma, acho que não tem comentário para esse governo, é um governo que não me representa, é um governo sem governo.




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