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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que a Lei Maria da Penha deve ser aplicada também a casais homoafetivos formados por homens e a mulheres travestis e transexuais. A medida representa um avanço na proteção de grupos historicamente marginalizados e reforça a necessidade de políticas públicas inclusivas no combate à violência doméstica.

A decisão foi tomada diante da constatação de que há Comissão do Congresso Nacional em legislar sobre a ampliação da proteção a pessoas LGBTQIA+ em situações de violência doméstica. Até então, a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, previa medidas protetivas especificamente para mulheres cisgênero, sem incluir explicitamente outras identidades de gênero ou casais do mesmo gênero.

STF decide que Lei Maria da Penha protege também casais homoafetivos e pessoas trans
(imagem: arquivo pessoal)

O que muda com a decisão?

A partir desse entendimento do STF, homens em relações homoafetivas, mulheres trans e travestis poderão recorrer à Lei Maria da Penha para garantir proteção contra agressores, incluindo:

Acesso a medidas protetivas de urgência, como afastamento do agressor;  Possibilidade de ingresso nos juizados especializados em violência doméstica;  Garantia de assistência jurídica e psicológica; Atendimento prioritário em órgãos de segurança pública e na rede de apoio social.

STF decide que Lei Maria da Penha protege também casais homoafetivos e pessoas trans
(imagem: arquivo pessoal)

Impacto da decisão e próximos passos

A decisão do STF fortalece a luta contra a violência doméstica de maneira mais inclusiva e reafirma o papel da Justiça na garantia de direitos fundamentais. Especialistas apontam que essa ampliação do alcance da lei pode contribuir para a redução da subnotificação de casos de violência entre casais LGBTQIA+.

Embora a decisão seja um passo significativo, desafios ainda permanecem. A necessidade de capacitação de profissionais da segurança pública e do sistema judiciário é um dos principais pontos levantados por ativistas. Muitas vítimas LGBTQIA+ enfrentam dificuldades ao buscar proteção devido a preconceitos estruturais e à falta de conhecimento sobre seus direitos.

STF decide que Lei Maria da Penha protege também casais homoafetivos e pessoas trans
(imagem: arquivo pessoal)

A expectativa agora é que o Congresso Nacional avance na regulamentação do tema, garantindo segurança jurídica para essa ampliação e reforçando políticas de acolhimento para todas as vítimas de violência doméstica. Além disso, movimentos sociais pressionam por campanhas de conscientização que ampliem o acesso à informação e incentivem denúncias, garantindo que todas as pessoas possam exercer seu direito à proteção contra a violência doméstica.

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