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O pai expulsa o filho de casa por não aceitar a sua orientação sexual. Anos depois eles se reencontram; o filho agora é uma drag queen e eles têm o tempo de uma vela se consumir para acertarem as diferenças. O espetáculo “A Vela, escrito por Raphael Gama e com direção de Elias Andreato, segue em temporada até o dia 24 de abril, no Teatro das Artes, no Rio de Janeiro. Na peça, os atores Herson Capri e Leandro Luna interpretam pai e filho, respectivamente.

Perosnagens Gracindo (Herson Capri) e EmmaBovary/Cadú (Leandro Luna) (Foto: Caio Gallucci)

No espetáculo, o velho professor Gracindo (Herson Capri), decide se mudar para um asilo, por conta própria, após o falecimento de sua esposa. Ele rompeu relações com o filho há muito tempo, quando descobriu sobre sua orientação sexual, o expulsando de casa.

Prestes a se mudar, Gracindo precisa empacotar suas coisas e acaba revirando seu passado. A falta de luz obriga o professor a usar uma vela. Sem esperar, quem chega para a mudança é Cadú, agora Emma Bovary – seu filho drag queen que retorna para tentar as pazes com o pai e entender o que fez um homem tão culto agir de forma tão violenta.

É uma história contada com delicadeza para que o espectador possa se identificar com os personagens. O nosso objetivo é mergulhar numa relação verdadeiramente teatral e humana. O teatro sempre será a arena necessária para debater todas as formas de preconceitos”, fala o diretor Elias Andreato.

Herson Capri e Leandro Luna interpretam pai e filho, respectivamente (Foto: Caio Gallucci)

O espetáculo também aborda as relações humanas e as feridas familiares, conforme diz o ator Leandro Luna. “É muito importante, principalmente nos dias de hoje, estarmos em constante discussão sobre as diferenças e estimularmos a tolerância e o respeito ao próximo. Vivemos tempos muito polarizados, onde o conceito de moral e conservadorismo tem alimentado a sociedade com discursos odiosos, segregacionistas, em vez de criar o diálogo respeitoso e democrático”, pontua ele.

Raphael Gama, autor do texto, se inspirou na percepção que teve ao constatar a dificuldade em dialogar com sua avó, uma mulher tradicional, com resistência em entender as mudanças que aconteciam na sociedade. “Eu convivo com diversos artistas queers de São Paulo. Conheço pessoas que foram expulsas de casa e o fato dessa comunidade seguir sendo tão negligenciada e odiada, mesmo em meio à tanta informação, me fez querer falar do assunto no ambiente familiar e sobre a importância do diálogo como ferramenta de cura”, explica.

(Foto: Caio Gallucci)

Serviço

TEATRO DAS ARTES (Shopping da Gávea – Loja 264 – 2º Piso | Rua Marquês de São Vicente 52 – Gávea | Cep 22.451-901 – Rio de Janeiro – RJ)
De 04 de março até 24 de abril de 2022.
Março: sextas e sábados, 21h e domingos, 20h.
Abril: sextas, sábados às 19h e domingo, 18h.
Sessão Popular em Libras: dia 27/3.
Bate-papos com convidados após o espetáculo: dias 20 e 27 de março.
Duração: 70 minutos.
Classificação etária: 14 anos.
Ingressos aqui.

*Contato Bilheteria: (21) 2540-6004 – Segunda à domingo das 15:00 às 20:00 – Após às 20:00 apenas para peças do dia.

Cartaz (Foto: Divulgação)



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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)