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Ela já pediu para jogar água porque estava passando o rodo, foi “bandida” com Pabllo Vittar e já mostrou que não é obrigada a nada, porque ninguém manda na sua raba. Pocah teve hits que acabam caindo como uma luva na vida de grande parte da comunidade LGBT+ e isso deve seguir em uma de suas premissas.

Pocah - Reprodução/INstagram
Pocah – Reprodução/INstagram

No último dia 15, a funkeira lançou o EP A Braba é Ela, como uma primeira etapa de uma série de lançamentos que estão por vir. Em outubro, um segundo EP servirá como aquecimento para seu novo álbum, previsto para o início de 2024.

Em uma fase fissurada pelo afrobeat e ligada em quem ama música boa, Pocah segue envolvida por aquilo que ama: a música. Em entrevista ao GAY BLOG BR, ela fala sobre o seu novo EP, o que lembra da juventude e como tem visto os novos tempos de mudança de governo brasileiro.

- BKDR -
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"Pocah lança EP 'A Braba é Ela' e fala sobre liberdade e representatividade LGBT+
Pocah – Foto: ErnnaCost/Reprodução

O novo EP fala sobre sua juventude em Duque de Caxias. Como você percebe a questão da representatividade LGBT+ naquela época? Sempre teve amigos gays? Como lidava com isso?

Então, no início da minha adolescência, eu achava que eu era lésbica. Eu sentia atração por mulheres. O meu primeiro beijo foi com uma menina. Só depois que eu fiquei com um garoto e pensei “opa, eu também gosto de homens” e me descobri bissexual. Era uma confusão. Não era uma época onde o acesso à internet e esse tipo de informação era de fácil acesso no celular ou pela TV. Eram outros tempos. Demorou até eu conseguir me entender onde eu me encaixava.

No novo disco, você gravou com a Piso 21. Como foi cantar em espanhol? Tem vontade de gravar mais parcerias gringas?

Foi uma experiência diferente gravar em espanhol. Na época eu tinha acabado de começar a fazer aulas, então meu espanhol estava bem ruim. Tanto que recentemente eu precisei voltar para o estúdio e regravar a minha parte, agora com uma fluência melhor. Tenho vontade sim. A Karol G, que eu sou muito fã, me segue no Instagram. Seria um sonho gravar com ela.

Além do funk, o que seu EP fala sobre representatividade? Como a comunidade LGBT+ vai se ver nele?

Então, quando eu comecei fazendo meus shows o primeiro público a me abraçar foi o público LGBT+. Eu sinto que liberdade sempre foi um tema que eu abordava. Não só liberdade sexual mas liberdade em absolutamente todos os sentidos. Hoje em dia, inclusive, eu faço questão que em todos os meus shows os meus fãs se sintam seguros para serem o que eles quiserem ser. Acho que rolou uma identificação do público LGBT+ justamente por causa desse tema de liberdade. E liberdade é o assunto que mais se vê presente nesse EP.

EP "A Braba é Ela", Pocah - Foto: ErnnaCost/Reprodução
Pocah – Foto: ErnnaCost/Reprodução

Como vê a questão da representatividade LGBTQ+ no Brasil em 2023, com essa mudança de governo?

Eu acho que fomos do lixo ao luxo, né? Eu não escondi em nenhum momento meus problemas com o antigo governo e o ponto principal sempre foi sobre a questão dos direitos humanos. Acho que nós, LGBTs, mulheres, pretos, nos sentimos muito mais respaldados e seguros neste novo governo e com ministérios que lutam pelos nossos direitos.

Como vê a questão da representatividade na música brasileira?

Eu acho que estamos muito bem representados. Eu digo isso como mulher preta LGBT. Eu fui alguns dias no The Town e acompanhei outros pela TV e fiquei impactada com o nível que os nossos artistas estão entregando em performance. Tivemos shows de funk que prestaram homenagem à periferia, tivemos Iza com o “fogo nos racistas”, tivemos Jão com o show de drones representando a bandeira bissexual, tivemos Pitty com uma orquestra 100% feminina e tantos outros exemplos de representatividade na mais pura representação artística. Obviamente que um festival não é um reflexo idêntico das paradas de sucesso mas eu acho que já é um caminho. As minorias estão ocupando mais espaços na música.




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