O atleta espanhol de ginástica rítmica Cristofer Benítez respondeu no Instagram ao ataque da patinadora no gelo Tatina Navka, que postou uma foto dele em uma competição em Guadalajara, no México, e disse na legenda: “O masculino continuará sendo masculino e o feminino continuará sendo feminino, e meus filhos nunca verão isso e não pensarão que isso é normal”.
“Só tenho palavras de agradecimento a todos pelo apoio e carinho que vocês têm me mostrado diante das declarações/ataque da patinadora olímpica russa que carece totalmente de valores esportivos e de respeito”, escreveu no post, “São muitos anos lutando para que haja igualdade nesse esporte e aos poucos isso está sendo conquistado. A Espanha pode se orgulhar de ser o país pioneiro em sediar o Campeonato Espanhol de Ginástica Rítmica Masculina e, acima de tudo, nos apoiar.”
A ginástica rítmica ainda é um esporte majoritariamente feminino, não tendo um reconhecimento da Federação Internacional de Ginástica (FIG) nem da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) para uma modalidade masculina no esporte. Por essa razão que as competições oficiais, incluindo a Olimpíada, não reconhece a modalidade para os homens.

Segundo o ginasta baiano Wesley Souza, em entrevista a Isto É, isso é um preconceito que tem origem no machismo, já que a ginastica rítmica remete a dança, que é associada ao sexo feminino.
“É uma coisa completamente equivocada e pejorativa, mas, infelizmente, muitos meninos passam por isso”, disse o atleta.
A Federação Internacional de Ginástica informou a reportagem que “a vez dos homens [nas competições oficiais] ainda vai demorar a chegar”, já que eles fizeram uma pesquisa em 2018 que mostrou que as federações afiliadas não tem interesse na modalidade masculina. Para que um esporte se torne olímpico, ele deve ser praticado em, no mínimo, 70 países e quatro continentes, além de pertencer a um órgão esportivo que regulamente a modalidade.
“As competições internacionais seguem dois critérios: universalidade, um número suficiente de países representados, e popularidade. Somente um pequeno número de federações afiliadas têm a ginástica rítmica masculina. Além disso, em alguns países, ela se parece com a ginástica acrobática”, afirmou Stéphanie Pertuiset, porta-voz da FIG.
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