CEO da Bayer leva colaboradores LGBT+ à Parada SP

Conversamos com Marc Reichardt, CEO da Bayer no Brasil, que levou apoiadores e alguns dos seus executivos mais importantes para a Pride SP

A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo é uma das maiores e mais importantes manifestações a favor da diversidade de orientação sexual e das questões de gênero do mundo. De olho na importância social da Parada, a Bayer levou funcionários LGBT+, apoiadores e alguns dos seus executivos mais importantes para a manifestação. O objetivo da empresa foi reforçar seu compromisso com a diversidade no ambiente de trabalho e seu apoio as pautas de igualdade e inclusão.

A ideia de participar mais ativamente da parada neste ano surgiu nas reuniões do Blend, grupo de funcionários que tem como foco o respeito no ambiente de trabalho e a promoção de mais oportunidades internas, por meio de práticas inclusivas, para a comunidade LGBT+.

A alta liderança aprovou o projeto e mais: se dispôs a ir também para reforçar o comprometimento da companhia com a criação de um ambiente de trabalho ainda mais inclusivo para todas as pessoas.

Marc Reichardt, CEO da Bayer Brasil, Gerhard Bohne, COO de Crop Science no Brasil, e Gerhard Arnhofer, head of Integrated Multichannel Marketing & Sales – Platforms & Capabilities participaram pessoalmente do evento.

Conversamos com Marc Reichardt sobre políticas internas e fatores que motivaram o apoio para a causa LGBT+.

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Foto: JeffreyGroup

Desde quando a Bayer do Brasil apoia a causa LGBT?

Há muitos anos diversidade é um tema importante e muito debatido dentro da Bayer. Aqui no Brasil o tema ganhou ainda mais espaço quando, em  2011 os colaboradores da Bayer no Brasil se organizaram para fundar a versão local do Blend, que é uma das plataformas globais da empresa para desenvolver estratégias de comunicação, networking, políticas e treinamentos específicos para gerar visibilidade e conscientizar colaboradores para a inclusão e aceitação LGBT. O grupo é importante porque são os próprios colaboradores que se reúnem e propõe ações, discussões e novas práticas relacionadas ao tema.

Essa é uma política que surgiu do Brasil ou já acontece em outros países? Qual retorno que a empresa têm com o apoio à diversidade?

O Blend foi criado na Alemanha e hoje temos representação aqui no Brasil, nos Estados Unidos e na China. O principal ponto é o ambiente de trabalho em si. As pessoas precisam se sentir confortáveis em ser quem elas são para que consigam dar o melhor no trabalho. A liberdade e um ambiente de aceitação e acolhimento são fundamentais. E, com certeza, temos também a questão da inovação no ambiente de trabalho, que depende muito da diversidade de pontos de vista e de histórias. A inovação nas companhias só acontece quando conseguimos criar um ambiente onde todos possam ser quem são realmente, possam ter orgulho de suas experiências e consigam expressar seus pontos de vista sem medo. As melhores respostas e resultados só acontecem quando diferentes perspectivas são levadas em consideração. Quando um profissional se sente valorizado, respeitado, acolhido e ouvido, ele, com certeza, atuará melhor tanto individual quanto coletivamente. Todo mundo ganha com isso.

É a primeira vez que você participa do evento?

É a primeira vez que participo ativamente, até então nunca tinha tido a oportunidade de participar. É uma oportunidade para interagir com nossos colaboradores e conversar muito. Eu acredito muito na igualdade de todos os seres humanos, independente da origem, posição política, orientação sexual. Ainda falta muito para termos uma sociedade que seja tolerante, aberta e inclusiva e que aceite as diferenças que nos caracterizam como seres humanos. Temos que apoiar essa riqueza e é por isso que eu estou aqui. Não é só pela Bayer, mas por mim mesmo. 

Posicionar-se ativamente a favor da comunidade LGBT+ é um fator positivo para a imagem de uma empresa?

Eu acredito que é extremamente importante as empresas se posicionarem a favor da diversidade. As pessoas são a chave para o sucesso de qualquer empresa, não podemos esquecer disso. Para uma empresa se manter relevante, ela precisa inovar, lidar com ideias e pontos de vistas diferentes. Eu tenho certeza que só é possível encontrar esse ponto de equilíbrio a partir da diversidade. É o papel das empresas, como atores sociais, criarem um ambiente em que todos os profissionais possam dar o melhor de si, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Aqui na Bayer, nós queremos ser tão coloridos e tão diversos quanto o mundo em que atuamos. Somente assim conseguiremos continuar inovando e se mantendo relevantes no futuro.

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Foto: JeffreyGroup