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Os irmãos Emílio, Ricardo e Leandro entraram para a história da G Magazine em junho de 2007 ao estamparem a capa da edição 117 da revista. Naturais de Andradas, no Sul de Minas Gerais, eles ficaram conhecidos nacionalmente por protagonizarem um ensaio que a publicação apresentou como o primeiro com trigêmeos idênticos.

Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay - Reprodução
Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay – Reprodução

Na época, os três trabalhavam como eletrotécnicos e levavam uma rotina ligada à musculação, perfil explorado pela revista durante a divulgação da edição. Segundo relatos publicados posteriormente em páginas dedicadas à memória da G Magazine, a escolha do trio aconteceu após pedidos de leitores e uma busca editorial por personagens considerados diferentes dentro do segmento masculino.

Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay - Reprodução
Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay – Reprodução

O ensaio foi produzido em Atibaia, no interior de São Paulo, e reuniu centenas de fotografias até a definição do material final publicado. Durante a campanha de divulgação, os irmãos participaram de ações promocionais da revista, incluindo eventos ligados ao Mês do Orgulho LGBTQIA+ na capital paulista e festas em Brasília.

Naquele período, a G Magazine atravessava uma das fases de maior circulação de sua história. A revista chegou a vender cerca de 180 mil exemplares mensais e consolidou espaço importante no mercado editorial voltado ao público gay brasileiro durante os anos 1990 e 2000.

Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay - Reprodução
Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay – Reprodução
Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay - Reprodução
Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay – Reprodução

Com o passar do tempo, a capa protagonizada pelos trigêmeos ganhou status de peça cult entre colecionadores e passou a circular com frequência em fóruns, blogs e redes sociais dedicadas à nostalgia da internet gay brasileira. Foi nesse ambiente online que surgiram apelidos como “As Três Graças”, em referência à novela da Rede Globo.

Apesar da repercussão alcançada em 2007, os irmãos deixaram rapidamente a exposição pública e retornaram à rotina profissional no setor industrial e técnico. Hoje, os mineiros mantêm vida discreta entre Minas Gerais e São Paulo, longe da carreira de modelo e dos holofotes da mídia nacional: Leandro atua no ramo de motores elétricos e costuma compartilhar registros da rotina empresarial e familiar nas redes sociais. Emílio construiu carreira ligada à fabricação mecânica, enquanto Ricardo permanece envolvido nos negócios da família na região de Andradas.

Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay - Reprodução
Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay – Reprodução
Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay - Reprodução
Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay – Reprodução
Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay - Reprodução
Trigêmeos que posaram na G Magazine são relembrados como ‘Três Graças’ da web gay – Reprodução

 

AS TRÊS GRAÇAS

A idealização de “As Três Graças” tem como uma das origens a mitologia da Grécia Antiga e atravessa séculos como um dos símbolos mais recorrentes da arte ocidental. Conhecidas em grego como Cárites, elas representavam atributos ligados à beleza, ao encanto, à alegria, à fertilidade e à harmonia social. Tradicionalmente, eram identificadas pelos nomes Aglaia, Eufrosina e Tália.

Filhas de Zeus com a oceânide Eurínome, as três figuras aparecem em textos da Antiguidade associadas a Afrodite, deusa do amor, e frequentemente eram retratadas acompanhando festas, danças e celebrações. Na literatura clássica, simbolizavam não apenas beleza física, mas também elegância, generosidade e prosperidade.

A iconografia mais conhecida das Três Graças surgiu na arte europeia entre o Renascimento e o Neoclassicismo. Pintores e escultores passaram a representá-las quase sempre nuas, abraçadas ou entrelaçadas, formando uma composição circular que destacava equilíbrio e simetria. Entre as versões mais famosas estão as pinturas de Sandro Botticelli e Rafael Sanzio, além da escultura em mármore criada por Antonio Canova entre os séculos XVIII e XIX.

Foi justamente esse imaginário clássico que reapareceu recentemente na cultura pop brasileira com a novela Três Graças, de Aguinaldo Silva. A produção utiliza a referência mitológica tanto no título quanto na construção simbólica das protagonistas da trama. Segundo reportagens sobre os bastidores da novela, a estética da obra de Canova serviu de inspiração direta para elementos visuais da narrativa.

10 participantes do BBB já posaram para G Magazine; relembre!




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