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O comunicador social Franklin Schmalz (PSOL), de 27 anos, é o único candidato a deputado federal abertamente gay no Mato Grosso do Sul. Morador de Dourados (MS), foi o 10º candidato a vereador mais votado da cidade em 2020. Em conversa com o Gay Blog BR, ele falou sobre suas propostas no especial “Eleições 2022“.

Franklin, candidato a deputado federal pelo PSOL do MS (Foto: Divulgação)

Formado em Relações Internacionais e mestre em Sociologia, Franklin milita pela educação e participa de greve e ocupações desde 2013. Sua candidatura surge como “continuidade de um processo de engajamento e mobilização social que já desenvolvia desde a adolescência junto de movimentos de juventude”.

Sua campanha tem três eixos principais: direitos da juventude, meio ambiente e combate às opressões. “Essas pautas, inclusive, se conectam e tem um caráter transversal”, afirma o candidato. Caso eleito, Franklin diz que enfrentará as desigualdades sociais junto do combate ao racismo e da LGBTfobia.

Franklin (Foto: Divulgação)

Confira a entrevista com Franklin na íntegra

GAY BLOG BR: Qual a sua formação e trajetória profissional?

Franklin Schmalz: Formado em Relações Internacionais (UFGD/2018) e Mestre em Sociologia (UFGD/2020). Estudante de Marketing do Instituto Federal do Mato Grosso do Sul (2022-presente). Comunicador social com foco em comunicação digital para organizações políticas.


GB: O que o motivou a se candidatar?

Franklin: A necessidade de disputar a política institucional a partir de uma campanha de esquerda e de alternativa política no meu estado, assim como a continuidade de um processo de engajamento e mobilização social que já desenvolvia desde a adolescência junto de movimentos de juventude.

GB: Quais os desafios enfrentados ao ser um candidato abertamente LGBTQ+?

Franklin: Já no início desta campanha eleitoral enfrentei diversos ataques LGBTfóbicos nas redes sociais, que me motivaram, inclusive, a denunciar junto à Polícia Civil e Representar no Ministério Público Estadual contra as ameaças e discursos de ódio. Diante desse exemplo, portanto, a violência e o preconceito são os principais desafios aos quais estamos sujeitos quando nos colocamos nesse espaço de disputa de forma transparente e ao fazermos os debates necessários para a população LGBT+. Outro desafio é não sermos reduzidos unicamente à nossa orientação sexual durante o processo, é um desafio demonstrar que temos competência para debater diversos temas importantes para a sociedade, assim como romper com os signos heteronormativos e machistas que estão muito presentes no imaginário da população sobre a política.

GB: Quais são as suas principais propostas? Há pautas exclusivamente para LGBTQ+?

Franklin: Tenho três eixos principais de campanha: Direitos da Juventude, Meio Ambiente e Combate às Opressões. Essas pautas, inclusive, se conectam e tem um caráter transversal. Pelo Futuro da Juventude: Políticas públicas que garantam direitos, acesso à educação de qualidade, saúde, assistência social e cultura. Lutamos para que a juventude alcance seus anseios e realize seus sonhos. Pelo Meio Ambiente: Transição energética para o enfrentamento às mudanças climáticas, proteção aos biomas, demarcação e proteção de terras indígenas, reforma agrária e produção de alimentos sem agrotóxicos! Contra as opressões: Enfrentar as desigualdades sociais junto do combate ao racismo, à LGBTfobia; promoção da inclusão e da acessibilidade, da defesa do estado laico e de uma educação emancipadora!

GB: Quais medidas você acredita serem necessárias para combater a LGBTfobia?

Franklin: A institucionalização de políticas públicas de conscientização junto à população, a formação dos profissionais do serviço público para garantia do acesso aos direitos das pessoas LGBT e livre de preconceitos e exclusões e a efetiva aplicação da legislação criminal para coibir e responsabilizar agressores.

GB: O que você pensa sobre o uso e políticas da PrEP?

Franklin: Penso que o acesso a esse método de prevenção precisa ser garantido e ampliado pelo SUS, principalmente para os públicos que estão mais vulneráveis e com maior risco à infecção. Não deixa de ser importante, no entanto, que tenhamos sempre ferramentas de conscientização para a prevenção de todas as  Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). É necessário combatermos os retrocessos na política de combate ao HIV/AIDS,visto que o atual governo desmontou o programa para o tema que era, até então, considerado referência internacional.

GB: Como você avalia o governo de Bolsonaro?

Franklin: Um dos piores governos da história do Brasil. Um governo antidemocrático, ultra-liberal na economia e conservador nos costumes, que promoveu o aprofundamento da crise econômica e levou o país de volta para o mapa da fome

Confira a lista de candidaturas LGBTQIA+ de 2022 neste link.

Lista de candidatos LGBTQ+ nas eleições 2022 | Deputados, Senadores, Governadores




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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)