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Paulo Anacé (PSOL), de 49 anos, concorre a deputado federal no Ceará. Educador social e liderança indígena, ele é gay e mora na cidade de Caucaia (CE). O candidato também é membro da executiva da Federação dos Povos Indígenas cearense e militante do movimento LGBTQIA+ e da luta contra a mineração, e pela preservação da Terra.

Paulo Anacé – Reprodução

Ele disputa um cargo como deputado federal para “ser a voz dos povos originários e tradicionais na Câmara dos Deputados” e  “o primeiro indígena do estado do Ceará a estar no Congresso”. “Que todos tenham direito a estar em quaisquer setores e tenham respeito quanto pessoa”, afirma Paulo.

Entres suas propostas relacionadas a comunidade LGBTQIA+, Paulo pauta a segurança, nome social, cotas mais amplas e a saúde dessa população. O candidato é um dos entrevistados da semana no especial “Eleições 2022” do Gay Blog BR.

Paulo Anacé, candidato a deputada federal do PSOL em no CE (Foto: Divulgação)

Confira na íntegra a entrevista com Paulo Anacé

GAY BLOG BR: Qual a sua formação e trajetória profissional? 

Paulo Anacé: Ensino superior incompleto; educador social por mais de 20 anos; liderança indígena e comunitária; membro da executiva da Federação dos Povos Indígenas do estado do Ceará; conselheiro da APA do Lagamar do Cauípe; militante do movimento LGBTQIA+ e da luta contra a mineração, e pela preservação da mãe Terra.

GB: O que motivou a se candidatar?

Paulo: Ser a voz dos povos originários e tradicionais na Câmara dos Deputados, ser o primeiro indígena do estado do Ceará a estar no Congresso e não precisar mais de procuradores ou representantes pra que articulem ou falem por nossos povos e nossas pautas.

GB: Quais os desafios enfrentados ao ser uma candidatura abertamente LGBT+?

Paulo: O preconceito, perseguição e desrespeito ocorre de todos os lados e até mesmo ameaças são constantes por colocar em público sua vida pessoal, sua orientação sexual e por apoiar todas as formas de amar, e por conta disso sabemos que é algo mais que necessário pra quebrar todas as formas de perseguição e de invisibilidade existentes na sociedade contra o movimento LGBTQIA+.

GB: Quais são as suas principais propostas? Há pautas exclusivamente para LGBT+?

Paulo: Que todos tenham direito a estar em quaisquer setores e tenham respeito quanto pessoa independente de sua orientação sexual e que possam ter mais leis assegurando sua segurança, seus direitos a nome social, a cotas mais amplas, a uma saúde especial e que respeite suas individualidades..

GB: Quais medidas você acredita serem necessárias para combater a LGBTfobia?

Paulo: Primeiro aulas de conscientização nas escolas sobre questões de gênero, sexualidade, justiça e que as leis sejam mais duras com os agressores.

GB: O que você pensa sobre o uso e políticas da PrEP?

Paulo: Acredito que devem ser ampliadas a todos os equipamentos de saúde em todo país e que sejam de conhecimento nas escolas, universidades e empresas, bem como em todos os movimentos sociais, políticos, etc.

GB: Como você avalia o governo de Bolsonaro?

Paulo: Governo retrógrado, perseguidor dos direitos humanos, dos movimentos sociais, entre eles o LGBTQIA+, que nunca houve respeito e apoio. Precisamos não só combater o governo Bolsonaro, mas todos que apoiam pessoas que como ele agem de forma a não assegurar respeito e a vida das pessoas.

Confira a lista de candidaturas LGBTQIA+ de 2022 neste link.

Lista de candidatos LGBTQ+ nas eleições 2022 | Deputados, Senadores, Governadores




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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)