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O policial militar Henrique Harrison (29), do Distrito Federal, entrou com 12 ações cíveis com pedidos de indenização por danos morais aos seus colegas de farda que fizeram comentários homofóbicos em um grupo de WhatsApp. As informações são de O Globo.

Harrison disse que as ofensas vieram após ele ter publicado uma foto dando um beijo em seu namorado. O pedido de indenização é de R$ 25 mil para cada um dos denunciados e, ao todo, o valor do processo chega a R$ 300 mil.

“O fundamento geral é o dano moral que me foi causado e o direito de imagem. Eles usaram minha foto para me humilhar, de um jeito que afetou todo meu trabalho e desencadeou nos problemas psicológicos que estou tendo. Então é uma reparação aos danos que tive”, afirma o soldado.

Atualmente, Harrison está afastado das atividades profissionais após ter denunciado os ataques homofóbicos ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

PM processa 12 colegas de farda por comentários homofóbicos
Reprodução

Repreensão após publicar um vídeo

Em julho, Harrison foi repreendido por conta de um vídeo em seu canal no YouTube, o qual comenta como lidou com a sua orientação sexual dentro do ambiente da Polícia Militar.

O vídeo em questão foi publicado em 2020, quando o militar expôs como foi a experiência em assumir a homossexualidade na corporação e comenta também o episódio ocorrido na formatura. “Nesse vídeo tinha um simulacro na minha cômoda. Então me imputaram por portar arma de fogo institucional em atividade estranha a policial militar”, disse ao UOL.

O policial também afirmou que foi abordado na véspera do seu casamento e teve sua arma recolhida. Ele foi restringido a utilizá-la e ia para o trabalho desarmado. “Quando pegaram minha arma eu fiz uma denúncia na Câmara do Distrito Federal pedindo esclarecimentos do fato e por conta disso abriram outra sindicância por eu ‘faltar com a verdade'”, disse.

A decisão da Corregedoria da Polícia Militar sobre o caso saiu no último dia 5 de julho. A repreensão diz respeito a infrações dos artigos 40 e 59, que falam sobre “portar-se de maneira inconveniente ou sem compostura” e “discutir ou provocar discussão, por qualquer veículo de comunicação, sobre assuntos políticos ou militares, exceto se devidamente autorizado.”

“Policiais têm canais no YouTube, eles falam de armas, e não há aplicação de repreensão. Eles querem prejudicar minha sexualidade”, defendeu Harrison, ressaltando que a sua “opinião é pessoal, como cidadão civil, e que ela não necessariamente representa a corporação”

O militar está afastado com laudo psiquiátrico por conta do episódio. “Depois que recebi a segunda sindicância, eu realmente não conseguia trabalhar porque eu ficava com medo de receber mais punição”.

Harrison também afirma que uma das motivações que o fez entrar na PM foi pelo fato de já ter recebido abordagens negativas de policiais por ser gay. “Se eu sofresse homofobia na rua, eu tenho que ligar para a polícia. Como eu vou ter esse respaldo que se o policial que está na rua pode ser alguém que luta contra a minha existência? Então quando eu entrei na polícia eu pensei nisso.”

Já a Polícia Militar do Distrito Federal informou em comunicado que a corporação sempre seguirá o devido processo legal dentro do arcabouço legislativo, “respeitando sempre os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.

“Todo processo administrativo realizado pela Polícia Militar também seguirá os preceitos da ampla defesa e do contraditório. Todos os procedimentos ora citados, até o presente momento, não foram findados em suas decisões, não tendo, portanto, até a presente data, qualquer tipo de solução, seja ela publicada para punir, arquivar ou tombar em Inquérito Policial Militar”, disse a corporação em comunicado.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"