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De acordo com a Fifa, existem 129,8 mil jogadores profissionais de futebol pelo mundo. Entre os atletas, apenas dois – o australiano Josh Cavallo, do Adelaide United, e o americano Collin Martin, do San Diego Loyal – são declaradamente gays. O reflexo disso é a homofobia no esporte. Para fazer a diferença,  em Salvador (BA), o Dendê Futebol Clube nasceu para mostrar que o futebol é para todos. As informações são do site Correio.

O primeiro clube exclusivamente gay da Bahia foi criado em 2017. Dedicado ao Fut 7, modalidade do futebol com seis jogadores de linha e um no gol, o Dendê apresenta neste sábado (13) seu novo uniforme, no Shopping Bela Vista, em Salvador. Esse será o pontapé inicial após o tempo inativo por causa da pandemia.

Jogadores do Dendê posam com o novo uniforme (Foto: Paula Fróes/ Correio)

O clube também se prepara para a Copa do Nordeste Gay, que acontecerá em maio de 2022 e valerá vaga no Campeonato Brasileiro Ligay, no final do próximo ano. O Dendê, hoje com 30 atletas inscritos e cheio de planos e desejos por títulos, enfrentou barreiras para a concretização do time.

“A ideia surgiu, mas foi difícil reunir a turma. O futebol é extremamente homofóbico e machista. As pessoas ficavam com receio de aderir ao Dendê, pois tinham medo de preconceito, mesmo amando jogar bola. Foi preciso furar essa barreira. Gostamos de jogar bola e resolvemos quebrar este espaço hétero e promover a inclusão”, disse Wellington Santos, vice-presidente e jogador do clube ao Correio.

Uma das dificuldades foi encontrar competições com outros clubes gays. Único no estado da Bahia, o Dendê era apenas convidado em amistosos e torneios. Foi a partir disso que o clube decidiu criar a primeira Copa Gay de Futebol Society do Nordeste, realizada em 2019, em Salvador. “Vieram clubes gays de diversos estados do Nordeste. Foi um sucesso e vimos que é possível promover a diversidade no futebol e fazer crescer a inclusão. Saímos do armário”, lembra Wellington.

Ainda de acordo com Wellington, o time não sofre preconceito quando atua contra clubes héteros. Pelo menos em parte. “Sempre somos bem recebidos, mas a turma subestima nossa qualidade. Eles acham que gays não sabem jogar bola. Os héteros têm a ideia de que somos afeminados. Porém, quando eles descobrem que jogamos sério, com vigor, com raça e vontade, ficam totalmente surpresos e ‘retados’ porque não queriam perder para um time gay. Tarde demais, perderam!”, conta rindo.

 

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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)