Em entrevista concedida à Vanity Fair, veiculada na quarta-feira (16), o ator espanhol Fernando Guallar, conhecido por sua participação na cinebiografia de Luis Miguel na Netflix, abordou diversos temas sociais e políticos, além de falar sobre seu mais recente trabalho no cinema, “Valenciana“. Ademais, o ator também abordou sobre “privilégios“, em como gays que não se enquadram em estereótipos sociais são tratados de forma “menos discriminatória” no meio cinematográfico.

Fernando Guallar destaca privilégios LGBT+
Durante a entrevista, Guallar abordou o tema dos privilégios dentro da população LGBTQIA+. Ele comentou sobre como pessoas gays que não se encaixam nos estereótipos visuais de feminilidade ou masculinidade enfrentam menos discriminação. O ator revelou que, por diversas vezes, foi dito a ele que ele “não parece gay“, o que o fez refletir sobre o tratamento desigual entre membros da própria população.
“Há muita misoginia. Existe muita desigualdade dentro do coletivo entre homens e mulheres, o que também se aplica à própria comunidade gay. Estou ciente do meu privilégio. Se você se passa por alguém que é normativo, ou seja, você não se parece, porque você não é o que se entende como feminino, como tantas vezes já me disseram, infelizmente você tem mais facilidades nesta sociedade“, disse o ator.
O ator afirmou que, apesar de se questionar sobre como as coisas deveriam ser, ele finalmente alcançou a paz de espírito: “Às vezes me pergunto como deveria ser. Mas se há algo que tive a sorte de conseguir depois de muitos anos, é a paz de espírito de me aceitar como sou. Tenho orgulho de ser quem sou e é isso“.

Filme político
Nascido em Córdoba, Guallar tem construído sua carreira no cinema e na televisão, além de ter estudado Arquitetura Superior em Valência. No filme “Valenciana“, que estreou nos cinemas nesta sexta-feira, ele interpreta um jovem político inspirado em Eduardo Zaplana, ex-líder do Partido Popular, em uma trama que entrelaça corrupção, assédio e a decadência da cultura clubber dos anos 90.

Guallar destacou a importância de não cair no erro de afirmar que todos os políticos são iguais, uma visão que ele acredita ser prejudicial à democracia. “No filme você vê uma classe política com interesses muito distantes do povo. Mas é um erro dizer que todos os políticos são iguais. É uma mentira. E devemos refutar essa ideia porque tudo o que ela faz é difamar a democracia”, afirmou.
Ele elogiou as conquistas dos governos progressistas na Espanha e afirmou que leis como o casamento igualitário e as relacionadas à comunidade trans são conquistas intocáveis. “Espero que aconteça o mesmo com as leis para a comunidade trans e a imigração. Não deveriam ser questões partidárias, são direitos humanos”, completou.

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